Inicial História Administração Equipe Multidisciplinar Instalações Atividades Oficinas Contato
 

Projeto Terapêutico

 
            

CAPITULO I – CARACTERÍSTICA GERAL DO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO

                                                                                   

1.1. INTRODUÇÃO

                        O Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”, trata-se de uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, criada em 1973 – com Registro de Utilidade Pública Municipal instituída pelo Decreto Lei Nº172/69 – Registro de Utilidade Pública Estadual instituída pelo Decreto Lei Nº22/74 e Registro de Utilidade Pública Federal conforme Processo Nº 54.596/74 – Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social conforme CEBAS Nº 44006.000451/2001-51 e Atestado de Registro no Conselho Nacional de Assistência Social conforme processo nº 242.761-69 de 28.06.1971, devidamente inscrita na CNPJ/MF sob o nº 03.163.912/0001-72, estabelecido nesta cidade de Paranaíba-MS, sito à Rua José Rodrigues Ferraz, nº 1001, com CEP: 79.500-000 e telefones (0xx67)668-1035, 668-5155 e 668-5478. Atende a todo o Estado de Mato Grosso do Sul, especificamente a região do Bolsão                                                            

1.2. IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA

                        Programa Terapêutico.

1.3. CONSTITUIÇÃO DA EQUIPE TERAPÊUTICA

o    01 Médico Psiquiatra;

o    01 Médico Clínico;

o    03 Enfermeiras;

o    02 Psicóloga;

o    01 Terapeuta Ocupacional;

o    01 Nutricionista;

o    01 Assistente Social;

o    01 Farmacêutica;

o    01 Educador Físico.

o    01 Fisioterapeuta

o    12 Auxiliares e Técnicos de enfermagem;

o    01 Monitoras de Terapia Ocupacional e duas estagiárias – setor T.O. e psicologia;

o    Voluntários;

1.4. JUSTIFICATIVAS DO PROGRAMA

                        A cronificação das dificuldades infra–estruturais, operacionais e gerenciais resultou na sensível perda de qualidade dos serviços prestados aos pacientes.

                        Para reverter este processo contratou - se uma equipe multidiciplinar para implantação e execução deste projeto.                       

A assistência de enfermagem encontra–se mal preparada na convivência existencial com o paciente psiquiátrico, necessitando-nos vários aspectos ser preparada, utilizando para isso os recursos técnicos da própria equipe.

                        O tratamento ao paciente restringia-se apenas do medicamentoso, não ocorrendo atendimento psicológico, ficando as famílias dos pacientes internados sem nenhum apoio e orientação.

                        As atividades ocupacionais encontraram-se predominantemente ligadas ao fator circunstancial e com poucas opções, necessitando expandir suas possibilidades.

                        Pretende–se obter um maior aproveitamento do potencial da equipe, através da integração de objetivos na ação multidiciplinar.

1.5. OBJETIVO GERAL DO PROGRAMA                  

                        Melhora na qualidade dos serviços prestados na prevenção terciária em saúde mental.

1.6. ESTRATÉGIA GERAL DO PROGRAMA                                  

                        Elaborar manuais de rotina Hospitalar para cada área especializada e treinar equipes na sua utilização.

1.7. PROPOSTA POLÍTICA DA SAÚDE MENTAL DO PROGRAMA                     

                        A equipe do Hospital apresenta seu ponto de vista ideológico em relação à função social da instituição na comunidade. Em primeiro lugar reconhece a validade do Hospital Psiquiátrico como instituição auxiliar e terapêutica, adequada ao nível de Saúde Pública, como agente preferencial da prevenção terciária ao nível dos agravos a Saúde Mental; não excluindo os agravos sociais infligidos à parcela da população brasileira mais sacrificada na sua  ecologia humana.      

                        O aspecto asilar de instituição distorce sua função primordial. Mas não se podem negar os direitos de cidadania, necessidades humanas como realidade existencial, verdadeira e dominante. O ideal dos pensamentos puros, mas cujos por serem verdadeiros, não admite a realidade sobre a verdade mental; combatê-la sem atentar para as modificações das causas, pensando sacrificar uns, acabam por sacrificar outros.

                        Como ideologia política de Saúde a Equipe Técnica do Hospital pretende lutar contra a maré de desagregação da ecologia humana  e caminhar na reinserção  social dos pacientes asilados dentro de suas possibilidades, reconhecendo as limitações e desde já mobilizando os poderes constituídos e informais na execução dos passos necessários dentro de suas responsabilidades sociais.

                        Dentro das suas limitações a Equipe Técnica de Hospital propõe-se a colaborar na criação e desenvolvimento da prevenção secundária ambulatorial no âmbito da sua região geográfica. Não medirá esforços para instruir e informar as conseqüências da inexistência ou ineficácia deste nível de prevenção de pacientes aqui internados.

                        Propomos-nos ainda a mobilizar a comunidade diretamente, utilizando recursos hospitalares para contribuir de perto na possibilidade de reversão econômica dos pacientes institucionalizados. Para isto, a ideologia dominante na prática da Terapia Ocupacional, transpõe o limite dos estímulos circunstâncias necessárias e prepara o paciente durante a sua estadia para atividades econômicas viáveis, e comercialização das mesmas mobilizando a população para o ato de comprar e com isto estar participando diretamente na reabilitação social de pacientes psiquiátricos.

Para tal, será montado um “Bazar Permanente” dentro do hospital, onde serão comercializados os trabalhos feitos pelos pacientes na Oficina de Artesanato. Os pacientes internos do Hospital Psiquiátrico, avaliados, controlados e devidamente preparados poderão participar. O dinheiro arrecadado reverterá para a compra de material para a mesma. Outras propostas surgirão e poderão ser incluídas nesta categoria.

                        Assumimos o dever de aperfeiçoarmos as ações técnicas farmacêuticas e psicoterápicas sobre pacientes agudos, de modo a evitar a sua cronificação. Somos contra qualquer medida circunstancial como lares protegidos e etc., por considerá-las incompatíveis com a realidade econômica viável e compatível com sua própria sobrevivência. Consideramos também a ecologia ambiente sem estrutura como fator agravante à saúde mental da população deficiente de infra – estrutura básica.

                        Cabe lembrar que a Equipe Multidisciplinar e a Administração do Hospital encontram-se empenhada no desenvolvimento das atividades da melhor forma possível.

 

1.8. FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA TERAPÊUTICO

                        O Hospital conta hoje com uma Equipe Multidisciplinar que atua de forma dinâmica e integrada na elaboração e implantação dos seus cronogramas e programas específicos de cada setor que estão descritos a seguir.

                        A implantação dos programas visa atender a demanda da população de internos com ênfase em um trabalho em grupo e individual de acordo com as necessidades dos pacientes.

                        São atividades terapêuticas: as reuniões de grupo com os pacientes, as consultas, as reuniões em equipe, os grupos de estudo e outras. Através dela se discute o ambiente terapêutico, o relacionamento e avalia-se as condições dos pacientes para execução das mesmas.

                        Todas as necessidades dos pacientes são discutidas e trabalhadas junto à equipe multidisciplinar visando sempre melhorar.

1.9. SERVIÇO GERAL DE APOIO

                        Recepção – A recepção recebe o paciente e os familiares ou responsável, prestando-lhe as informações necessárias a sua internação e as  primeiras normas e rotinas da instituição, recolhe dados para abertura de prontuários, encaminhamento do paciente ao serviço de pré-consulta e nos casos de internações faz-se recolhimento dos pertences do mesmo.

                        Rouparia – Os pertences dos pacientes são catalogados em uma ficha com numeração específica para facilitar o controle, identificação e distribuição das mesmas, que é feita pelo funcionário responsável. Durante a permanência do paciente no Hospital será destinado um espaço no armário da rouparia.

                        Lavanderia – As roupas chegam à lavanderia separada de acordo com o grau de contaminação, que serão que serão encaminhados para lavagem e desinfecção. As roupas depois de limpas serão devolvidas e conferidas na rouparia.

                        Costura – As roupas que necessitam de consertos, terão seus reparos na própria rouparia onde também são confeccionados alguns aventais e outros materiais para o Hospital.

                        Cozinha – Seu funcionamento inicia-se às 06hs com os seguintes serviços de atendimento aos pacientes internados.

                        07hs – café da manhã;

                        11hs – almoço;

                        14hs – lanche;

                        17hs – jantar;

                        20hs – lanche.

                        - para os funcionários a alimentação é servida de acordo com as normas trabalhistas;

                        Os funcionários deste setor são treinados para o preparo adequado das refeições e dietas especiais.

1.      Limpeza – a limpeza funciona com equipes de acordo as alas de internações. Esse serviço atua em concordância com as orientações da comissão de controle de infecção hospitalar.

1.      Serviço de manutenção – O serviço de manutenção funciona em conjunto com as atividades da administração, sendo solicitado serviços de terceiros quando necessários reparos na estrutura física, elétrica e outros.

2.      Serviço de almoxarifado – As atividades de compra de materiais de consumo e gêneros alimentícios são feitos por meio da tomada de preços no comércio local. Esta atividade é realizada pelo setor de nutrição dietética e administração.

3.      Farmácia – A farmácia hospitalar adquire medicamentos através de compra direta do laboratório e distribuidora. Tem uma farmacêutica responsável. A distribuição dos medicamentos é feita ao posto de enfermagem através do próprio farmacêutico.

4.      Centro de Esterilização – Destina-se ao processamento centralizado de todo o equipamento e material médico-cirúrgico utilizado no atendimento dos pacientes facilitando o controle e adequada conservação do instrumental, equipamentos e utensílios diversos  que dependem de esterilização para sua utilização, os materiais são lavados, empacotados e esterilizados diariamente pelo responsável da equipe no dia, e distribuídos no posto de enfermagem.

5.      Administração – Funciona 8hs por dia, com todos os setores burocráticos exigidos.

6.      Direção – Existe uma diretoria Administrativa (conforme normas do SUS), não remunerada, com gestão de 02 (dois) anos.

7.      Setor de vagas (internações) – Indica o leito vago para a internação. É feito anamnese, colhido todos os dados do paciente e registrado no arquivo do Hospital e livro de registro. É preenchido um termo de responsabilidade e assinado pelo responsável do paciente e então o mesmo será encaminhado para a enfermaria, juntamente com a prescrição médica.

8.      Internação (enfermagem) – Ao ser recebido pelo setor de enfermagem, o paciente será consultado pela mesma e colocado no leito.

Existem no Hospital 03 (três) alas de internações, sendo duas masculinas e uma feminina. Dos leitos masculinos, 18 (dezoito) leitos são para Transtorno Mental e 15 (quinze) leitos são para Alcoolismo, e com relação aos leitos femininos, o Hospital Psiquiátrico possui 15 (quinze) leitos para Transtorno Mental e +/- 3 (três) leitos para Alcoolismo (não tem tantas mulheres com problema de alcoolismo), sendo que dos 51

1.      (cinqüenta e um) leitos existentes no Hospital Psiquiátrico, 1 (um) são para emergência.

1.10. EQUIPE RESPONSÁVEL

1.      Psiquiatra Þ    Dr. Alexandre de Souza Junior – CRM: 5068/MS

2.      Médico Clínico Þ    Dr. Endrigo Leandro de Souza Donadi – CRM: 5350/MS

3.      Enfermeiras Þ Graziela Cristina Asmar – COREN 9219- Neila de Sá – COREN 22318/MS - 

Aline Araujo Leonel de Oliveira Alexandre – COREN 109134/MS

4.      Nutricionista Þ    Mariney de Souza Maciel – CRN 5658 3ª Região

5.      Fisioterapeuta Þ    Luiz Gustavo de Almeida Ortunho – CRF

6.      Assistente Social Þ    Maria Augusta de Noronha – CRAS 2093 21ªRegião

7.      Psicóloga Þ Maria Cristina Leal de Freitas – CRP 06/20379-7 Þ Ana Paula Cazaroti – CRP 14/04099-2

8.      Terapeuta Ocupacional Þ    Tathiane Gonçalves de Morais – CREFITO 09/6577

9.      Farmacêutica Þ    Meire Fleury da Silva – CRF 1140

10.  Diretor Administrativo Þ    Luciano Aparecido da Silva - CRA/MS 3153 / CRC/MS 6951-9

 

1.11. ORGANOGRAMA
 
               Hospital Psiquiátrico Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

             

1.12. RELAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS DO QUADRO DE RECURSOS HUMANOS

 

Nome

Categoria Profissional

Carga Horária

01

Adelina Stellato

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal  

02

Aline

 

 

03

Aline

 

 

04

Amilton Mateus da Silva

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

05

Ana Paula Cazaroti

Psicóloga

20h/semanal

06

Andressa  Maria de Oliveira

Serviços diversos

40h/semanal

07

Anete Dias de Almeida

Cozinheira

42hs/semanal

08

Carmem Rosa S. Faria

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

09

Denílson Lemes da Silva

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

10

Divany Filho dos Santos

Copeira

42hs/semanal

11

Dorcelina Silva Alkami

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

12

Fátima Rosa da Silva

Auxiliar de enfermagem

42h/semanal

13

Francine kelly Alves de Souza

Copeira

 

14

Francisca Alves da Silva

Técnico de Enfermagem

42h/semanal

15

Genezio Severino da Silva

Auxiliar Serviços Diversos

 

16

Geraldo Golçalves dos Santos

Cozinheiro

 

17

Gisela Fernanda de Jesus

Assistente Administrativo

40h/semanal

18

Graziela Cristina Asmar

Enfermeira

20hs/semanal

19

João R. da Silva

Técnico  de Enfermagem

42hs/semanal

20

Juliana de Freitas Souza

Auxiliar de serviços diversos

 

21

Lourdes Martins de Paula

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal

22

Luciano Ap. da Silva

Diretor Administrativo

44hs/semanal

23

Luiz Gustavo de Almeida

Fisioterapeuta

20h/semanal

24

Luzia da S. Marques

Técnico  de Enfermagem

42hs/semanal

25

Maria Augusta de Noronha

Assistente Social

20hs/semanal

26

Maria Cristina L. de Freitas

Psicóloga

20hs/semanal

27

Maria dos Anjos Ribeiro

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal

28

Maria Ives de Souza

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal

29

Maria Luzia Tenósio

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

30

Marica Cristina P. de Oliveira

Contabilista

 

31

Mariney de Souza Maciel

Nutricionista

20hs/semanal

32

Marlene A. dos Santos

Faxineira

42hs/semanal

33

Meire F. da Silva

Farmacêutica

20hs/semanal

34

Meiriane Silva de Oliveira

Serviços diversos

 

35

Neila de Sá

Enfermeira

20hs/semanal

36

Neuza Cantário Maia

Técnico de Enfermagem

42hs/semanal

37

Roberta Florindo de Macedo

Recepcionista

 

38

Sabiana Bertti Cirilo

Assistente Administrativo

 

39

Sueli Eliza do Carmo

Auxiliar de serviços diversos

 

40

Tathiane G. de Morais

Terapeuta Ocupacional

20hs/semanal

41

Vera L. M. Ladeira

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal

42

Vilma Ramos Nogueira

Auxiliar de Serviços Diversos

44hs/semanal

43

Wagner A. de Oliveira

Faturista

44hs/semanal

 

CAPÍTULO II - SETOR MÉDICO

 

Atividades e funções do Médico–Psiquiatra e Clínico do Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”.

2.1. INTRODUÇÃ

                        O Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”, propõe-se a desenvolver um trabalho moderno e dinâmico no atendimento psiquiátrico, enfatizando os avanços da Psiquiatria Clínica na sua constante atualização diagnóstica, de adequação do uso de psicofarmacos. Aliado ao trabalho de abordagem multidisciplinar, visando um tratamento mais humano a seus pacientes psiquiátricos e desta forma, reintegra-los a sociedade de forma mais digna e eficaz.

                                   

2.2. ATIVIDADES E FUNÇÕES MÉDICAS – PSIQUIÁTRICAS

                        As consultas e evoluções são feitas semanalmente de forma individual, sendo 03 (três) consultas e 02 (duas) evoluções clínicas por paciente. Nestas consultas individuais são abordados o aspecto farmacológico e a ratificação diagnóstica de cada paciente. O seu aspecto dinâmico é abordado com técnica psicoterápica própria para o paciente internado.

                        O Psiquiatra valoriza a entrevista com a família, pois nestes contatos, a mesmo esclarece sobre a doença, o tratamento, seus programas oferecidos ao paciente no Hospital, os medicamentos, a média de permanência e o prognóstico. É ressaltada a importância do seguimento ambulatorial no pós-alta.

                        O contato com a equipe multidiciplinar é fator importante no tratamento do paciente, a função psiquiátrica é a de estimular e aprimorar estes trabalhos da equipe, coordenando e supervisionando o mesmo.

                        É importante ressaltar que o trabalho dos médicos e da equipe como um todo ocorre em parceria com a Direção Clínica do Hospital, para levar estes trabalhos até a Diretoria, que por sua vez tem facilitado e estimulado os programas de aprimoramento mencionados.

2.3. CONCLUSÃO

                        Entendemos que desta maneira o médico - psiquiatra da instituição, está exercendo a suas funções de forma ética e profissional, participando de forma cada vez mais abrangente deste trabalho de dinamização, junto com a equipe multidiciplinar e a Diretoria do Hospital, integrando a própria comunidade e visando sempre o bem estar de seus pacientes e familiares.

 

2.4. ATIVIDADES E FUNÇÕES DO MÉDICO CLÍNICO

 

                        O Hospital conta com 02 (dois) clínicos atendendo as intercorrências e as solicitações de urgência.

                        Solicitam todos os pedidos de exames laboratoriais, quando necessário, fazem encaminhamento aos Hospitais específicos a cada caso

2.5. NORMAS E ROTINAS DO MÉDICO PLANTONISTA DO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO “DR. ADOLFO BEZERRA DE MENEZES”

2.5.1. DEFINIÇÃO

                        O corpo clínico do Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes” atua em regime de plantões, prestando assistência aos pacientes internados, bem como atendimento as intercorrências psiquiátricas. Em relação as intercorrências clínicas, os primeiros atendimentos de emergência são prestados no Hospital, sendo prestado posteriormente o encaminhamento ao Hospital geral devido à proximidade e  facilidade de transporte local, bem como as melhores prestações de serviços clínicos. Importante salientar que o Hospital Geral está apenas a 700 (setecentos) metros do Hospital Psiquiátrico, e o Hospital tem 0l (um) automóvel 24 (vinte e quatro) horas por dia, 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias por ano à disposição.

 

2.5.2. COMPOSIÇÃO DO CORPO DE MÉDICOS PLANTONISTAS

                        O corpo clínico do Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes” é composto por 01 (um) médico Psiquiatra com título, 02 (dois) médicos de outra especialidade generalizada para prestar a assistência médica em regime de plantão e 01 (um) neurologista.

                        A administração do Hospital mantém arquivadas cópias da documentação dos profissionais bem como do Curriculum Vitae atualizado.

HORÁRIOS

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

06 às 12hs

Dr. Alexandre

Dr. Alexandre

Dr. Alexandre

Dr. Alexandre

12 às 18hs

Dr. Alexandre

Dr. Pedro

Dr. Alexandre

Dr. Pedro

18 às 16hs

Dr. Valter

Dr. Valter

Dr. Valter

Dr. Valter

HORÁRIOS

Sexta-feira

Sábado

Domingo

 

06 às 18hs

Dr. Pedro

Dr. Pedro

Dr. Pedro

 

18 às 06hs

Dr. Valter

Dr. Valter

Dr. Valter

 

 

CAPÍTULO III - SETOR DE FARMÁCIA

 

3.1. PROGRAMA DE TRABALHO DO SETOR DE FARMÁCIA HOSPITALA               

                        É o departamento ou serviço de um Hospital que sob a responsabilidade técnica de um profissional Farmacêutico habilitado, se destina a contribuir para o seu bom desempenho procedendo à ampla assistência farmacêutica a seus pacientes e colaborando com todos os demais profissionais que integram a área de saúde, através de uma série de atividades colocadas em prática.

                        Em hospitais de pequeno porte com  capacidade para 50 leitos, a farmácia destina-se apenas para uma área individualizada contendo armários, prateleiras para armazenamento de medicamentos. Faz-se apenas a distribuição de medicamentos.

 

3.2. FINALIDADE

Dispensar, separar e fornecer medicamentos e produtos as unidades de enfermagem e demais serviços, inclusive a seus respectivos ambulatórios, em embalagens plásticas lacradas a vácuo.

                        Controlar os medicamentos psicotrópicos e similares de acordo com a legislação e manter estocados em local separado dos demais medicamentos em armários trancados.

3.3. OBJETIVO

                        São vários os propósitos da Farmácia Hospitalar, porém deve-se observar atentamente o alcance de forma consciente e apropriada:

a)      Aquisição - de medicamentos de laboratórios particulares e da FURP, que devem ser compatíveis com as reais necessidades do Hospital;

b)      Controle - manter um estoque permanente da medicação padronizada psicofarmacos ou não suficientes quanto à diversificação. Controlar a validade dos medicamentos existentes, controlar as saídas através de receituários médicos para controle especial e psicotrópico e requisição médica para medicamentos básicos;

c)      Registro – em livros de registro de acordo com a portaria 344 de 12/05/98. Os medicamentos de controle especial no livro das listas C1+ C2 + C3 + C4 + C5 e os psicotrópico nos livros da lista A3 + B1 + B2 com data de entrada nome do laboratório, etc.

d)     Para as receitas colocar a data de saída dos medicamentos, quantidade e nome do paciente;

e)      Armazenamento – medicamentos clínicos em prateleiras e os de controle especial e  psicotrópico em armários trancados, organizados em ordem alfabética;

f)       Temperatura – ambiente;

g)      Ventilação – através de ventiladores;

h)      Distribuição – os medicamentos são separados por pacientes e por medicamento por um período de 24hs em embalagens plásticas lacradas a vácuo. Colocadas no armário do posto de enfermagem;

i)        Não temos equipamentos;

j)        Limpeza – é feita diária e uma faxina geral uma vez por semana usando hipoclorito de sódio para piso e álcool para os móveis, conforme rotina de limpeza escrita.                                 

3.4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

1.      Programa de interação Hospital-comunidade;

2.      Grupo Operativo – Assembléias – Contrato Terapêutico;

3.      Programas Educativos;

4.      Atendimento Familiar;

5.      Grupo de Estudo;

6.      Discussão de Casos Clínicos;

7.      Reunião com a Eq. Multidisciplinar.

                        No Programa da Equipe multidisciplinar vide maiores informações.

3.5 ROTINA DIÁRIA DA FARMÁCIA

Horário

2ª Feira

3ª Feira

4ª Feira

5ª Feira

6ª Feira

08:00-10:00

Assembléia

 Grupo operativo

Contrato Terapêutico

1º segunda-feira do mês

***

***

***

***

13:00-15:00

***

***

Reunião da Família

***

***

15:00-16:00

***

***

Programa de Interação

Hospital - Comunidade e educativo

***

***

16:00-18:00

***

***

Reunião de Equipe

Discussão de Casos Clínicos

***

***

18:00-20:00

Recebimento de requisições de medicamentos

Conferência das requisições

Preenchimento do mapa do consumo diário

20:00–21:00

Separação dos medicamentos.

Conferência e entrega dos mesmos ao posto de enfermagem.

Conferência de requisições de emergência.

21:00-22:00

Registro do receituário no Livro correspondente

Registro de entrada de Medicamentos.

Verificação de data de validade.

Conferência de Estoque.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observação:Þ    Elaborar mapas anuais de medicamentos conforme portaria 344 de 12/05/98

 

CAPÍTULO IV - SETOR DE ENFERMAGEM

 

4.1. INTRODUÇÃO                                          

                                               “A enfermagem é uma arte, e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, como a obra de qualquer pintor ou escultor, pois o que é o tratar da tela morta ou o frio do mármore comparado ao tratar do corpo vivo – o templo do Espírito de Deus. É uma das artes, poder-se-ia dizer, a mais bela das artes”.

                                                                                  “Florence Nithingale”

                        A enfermagem compreende um componente de conhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas  e assistência. Realiza – se na prestação de serviços ao ser humano, no seu contexto e circunstância de vida.    A enfermeira, em nível de graduação nos serviços de psiquiatria e saúde mental é responsáveis pela promoção e saúde mental do indivíduo, grupos famílias e comunidade, bem como prestar todos os cuidados técnicos aos pacientes.

                        A enfermagem psiquiátrica está envolvida basicamente com o comportamento dos seres humanos, assistência aos indivíduos, famílias e grupos comunitários para que se atinjam padrões satisfatórios e produtivos de vida. Ela é responsável por um atendimento não apenas em termos clínicos, mas que também projeta a sociedade e o cliente.

                        O papel tradicional de enfermaria inclui aspectos técnicos envolvidos na distribuição e administração dos medicamentos, monitorização dos Sinais Vitais, realização de tratamentos médicos e cirúrgicos, observação e registro do comportamento, se habilitando cada vez mais a realizar exames físicos e de rotina, o qual era uma técnica limitada aos médicos. Também o responsável pela administração, coordenação e liderança da equipe de enfermagem.

                        Em psiquiatria a enfermagem exerce grande influência, de fundamental importância uma vez que está em contato diário e constante com todos os pacientes, contribuindo para que o doente se sinta estimado e útil, podendo encorajá-lo constantemente, em dias tão difíceis e penosos para ele, e não é mero executar de técnicas.

                        A enfermagem psiquiátrica, além das atividades técnicas de conhecimento científico, representa o elo de ligação entre paciente - equipe terapêutica, representando para o paciente muitas coisas importantes: guarda, companheiro, conselheiro, instrutor, mensageiro, confidente, etc. o que influencia muito na recuperação do paciente.

                        A enfermagem é muito importante dentro da equipe hospitalar psiquiátrica. O seu papel é relevante, não só na observação, como também no tratamento. É fundamental enquanto membro de uma equipe, parte integrante de uma organização que luta freqüentemente, sob condições muito difíceis para aliviar o sofrimento e restabelecer a saúde. Para isso, é necessário que todos profissionais de enfermagem usem toda inteligência e intuição que possam dispor, pois se trata de tarefa que exige considerável controle emocional, bons sentimentos e habilidade profissional.

                        O hospital psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes” de  Paranaíba-MS, tem capacidade de internação de 50 pacientes. A equipe de enfermagem é formada pelos seguintes profissionais:

Þ      03 enfermeiras;

Þ      02 auxiliares de enfermagem;

Þ      10 técnicos de enfermagem;

Esta equipe, exceto as enfermeiras, é subdividida em quatro grupos, trabalhando em plantões de 12hs e folgando 36hs no noturno e no diurno, trabalhando 06hs diárias e folgando 18hs.                                             

                        As atividades diárias são subdivididas entre a assistência prestada diretamente aos pacientes e posto e ao atendimento médico ambulatorial.

                        Mantemos a rotatividade dos serviços entre as equipes e os profissionais de enfermagem, proporcionando assim a manutenção da qualidade de assistência prestada.

4.2. OBJETIVOS

4.2.1. OBJETIVO GERAL

               Prestar atendimento às pessoas com doenças mentais sob os aspectos psicológicos e fisiológicos com base no exercício de enfermagem.

4.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

             Promover a saúde mental dos indivíduos através da prestação de serviços técnicos especializados;

Promover e manter a qualidade da assistência prestada;

            Estimular os pacientes a compreender o porque da sua internação e ajudá-lo a ter consciência do seu tratamento, juntamente com a equipe multidiciplinar.

4.3. PLANO DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

4.3.1. AO ENFERMEIRO COMPETE

1-      Planejar, dirigir e organizar os serviços de enfermagem;

2-      Estabelecer e manter a aliança terapêutica;

3-      Monitorar e acompanhar o paciente, prestando atenção nos sintomas prodômicos de recaída;

4-      Promover educação sobre as doenças e seus tratamentos e elaborar grupos de estudos sobre as mesmas;

5-      Determinar a necessidade de medicação e intervenções psicossociais, elaborar um plano de tratamento;

6-      Reforçar a adesão ao plano de tratamento;

7-      Incentivar a compreensão e a adaptação psicossocial, e buscar uma adaptação social compatível para cada caso;

8-      Ajudar a reconhecer às recaídas, promove as mudanças no tratamento e identifica fatores que precipitam as mesmas.

9-      Facilitar o acesso do paciente aos diversos;

10-  Regulamentar os serviços de enfermagem;

11-  Controlar rotinas e técnicas de enfermagem;

12-  Distribuir quantitativa e qualitativamente o serviço de enfermagem;

13-  Delegar funções e atribuições ao pessoal de enfermagem;

14-  Avaliar a assistência e eficiência da enfermagem prestada ao paciente;

15-  Promover reuniões periódicas com o pessoal da enfermagem;

16-  Prestar assistência educacional desenvolvendo programa de treinamento e educação em serviço;

17-  Estimular e proporcionar meios para que o pessoal de enfermagem possa progredir na profissão;

18-  Elaborar escalas mensais de serviço de enfermagem;

19-  Elaborar escalas de atribuições diárias de enfermagem;

20-  Requisitar material e equipamento para o setor de enfermagem;

21-  Ler diariamente os relatórios da equipe de enfermagem;

22-  Visitar diariamente os pacientes com diálogo aberto buscando seu aproveitamento na relação paciente-enfermeira;

23-  Prestar assistência ao pessoal de enfermagem nas unidades;

24-  Participar efetivamente da equipe multidisciplinar registrando fatos e prestando informações que facilitem o tratamento;

25-  Prestar orientações a grupos de pacientes nos seus hábitos higiênicos e sociais (AVD).

26-  Participar efetivamente das reuniões de C.C.I.H.;

27-  Elaborar relatórios mensais e trimestrais junto com a C.C.I.H.;

28-  Anotar observações e evoluções dos pacientes no prontuário único;

29-  Realizar a consulta de enfermagem dos pacientes no ato da internação ou em momento oportuno de acordo com as condições clínicas do mesmo no prontuário XXXX.

.3.2. AO TÉCNICO DE ENFERMAGEM COMPETE

O Técnico de Enfermagem executa as atividades auxiliares de nível médio; participa no planejamento; na assistência de enfermagem.

01 – Preparar os pacientes para consultas, exames e tratamentos;

02 – Realizar a admissão do paciente na internação;

03 – Fazer requisição de medicamentos de rotinas e emergências;

04 – Preparar e administrar medicamentos por via oral e parental;

05 – Anotar as medicações realizadas no prontuário;

06 - Anotar no relatório de enfermagem diariamente a evolução e observação dos pacientes, bem como as intercorrências quando acontecerem;

07 – Fazer curativos;

08 – Colher materiais para exames laboratoriais;

09 – Executar atividades de desinfecção e esterilização;

10 – Verificar e anotar os Sinais Vitais e comunicar alterações;

11 – Prestar cuidados de higiene e conforto aos pacientes;

12 – Zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependências da unidade de saúde;

13 – Participar da atividade de educação e saúde, inclusive:

a)      Orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao cumprimento das prescrições de enfermagem médica;

b)      Auxiliar a equipe multidisciplinar na execução dos programas de educação e saúde;

14 – Acompanhar os pacientes nas atividades terapêuticas;

15 – Executar os trabalhos de rotina vinculados à alta dos pacientes;

16 – Participar dos procedimentos pós-morte;

17 – Executar ações assistenciais de enfermagem, exceto as privativas ao enfermeiro;

18 – Participar da orientação e supervisão do trabalho de enfermagem em grau auxiliar;

19 – Participar da equipe de Saúde.

20 – Oferecer e incentivar a ingestão hídrica.

 

4.3.3. AO AUXILIAR DE ENFERMAGEM COMPETE                                                                                                     

                        O auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas a equipe de enfermagem:

01-   Receber o plantão;

02-   Preparar os pacientes para consultas, exames e tratamentos;

03-   Realizar a admissão do paciente na internação;

04-   Observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas ao nível de sua qualificação;

05-   Fazer requisição de medicamentos de rotinas e emergências;

06-   Preparar e administrar  medicamentos por via oral e parental;

07-   Anotar as medicações realizadas no prontuário;

08-   Anotar no relatório de enfermagem diariamente a evolução e observação dos pacientes, bem como as intercorrências  quando acontecerem;

09-   Fazer curativos;

10-   Colher materiais para exames laboratoriais;

11-   Executar atividades de desinfecção e esterilização;

12-   Verificar e anotar os Sinais Vitais e comunicar alterações;

13-   Prestar cuidados de higiene e conforto aos pacientes;

14-   Auxiliar a distribuição das refeições, bem como alimentar ou auxiliar o paciente a alimentar-se e oferecer e incentivar a ingestão hídrica;

15-   Zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependências da unidade de saúde;

16-   Participar da atividade de educação e saúde, inclusive:

a)      Orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao cumprimento das prescrições de enfermagem e médica;

b)      Auxiliar a equipe multidisciplinar na execução nos programas de educação e saúde;

17-   Acompanhar os pacientes nas atividades terapêuticas;

18-   Executar os trabalhos de rotina vinculados à alta dos pacientes;

               19 - Participar dos procedimentos pós-morte

4.5. CRONOGRAMA DE ROTINA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

 

XXXXXXXXXXXXXXXXXXX

 

CAPÍTULO V - DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO & DIETÉTICA

 

5.1. PROGRAMA DE TRABALHO DO NUTRICIONISTA

 

5.1.1. INTRODUÇÃO

                                              

A alimentação hospitalar é uma importante aliada no tratamento e manutenção do estado de saúde de pacientes internados em qualquer unidade hospitalar. Por meio da terapia nutricional, denominada de dietoterapia, pode-se simplesmente oferecer uma alimentação balanceada e sanitizada aos enfermos e funcionários, como também essa alimentação pode sofrer alterações em sua composição para atender necessidades específicas dos pacientes atendidos. E cada vez mais os hospitais sentem a necessidade de qualificar melhor os serviços auxiliares. Sendo a dietoterapia um fator importante de qualificação, pois uma boa dietoterapia reduz o tempo de internação. À medida que o paciente se alimente bem e adequadamente, conseqüentemente, o paciente se convalesce melhor. Podendo o hospital atender mais pacientes com o mesmo número de leitos, trazendo eficiência ao serviço de saúde.

                        Cabe ao nutricionista a função de planejar, organizar e supervisionar as atividades da Unidade de Alimentação e Nutrição-Hospitalar (U.A. N-H). Iniciando-se por um processo amplo e continuo de conscientização dos comensais pacientes e funcionários do hospital, sobre a importância que a alimentação tem sobre a recuperação e manutenção da saúde. Para o bom desempenho das atividades produtivas, torna-se necessário à implantação do Setor de Nutrição Clínica (S.N.C.) e um Setor de Produção de Refeições (S.P.R.). O primeiro responsável pela avaliação, acompanhamento e prescrição dietética e acompanhamento nutricional, quando necessário; e ao segundo cabe o planejamento de cardápios, parecer técnico sobre compra de equipamento e alimentos, execução de dietas, orientação e supervisão do setor para que as atividades estejam em conformidade com as técnicas dietéticas e sanitárias.       

O trabalho integrado destes setores resultará em um serviço de melhor qualidade no atendimento aos pacientes, maior eficiência no planejamento e controle dos custos com alimentação.

                        A nutrição ganha importância na psiquiatria, com reconhecimento da associação de deficiências nutricionais com alguns transtornos mentais. Pacientes desnutridos, dependendo do grau, podem apresentar sintomas depressivos e/ou agressivos, que em geral melhoram com o ganho de peso.

                        A Equipe Multidisciplinar encontrará na assistência dietoterápica, um apoio para minimizar as interferências que as deficiências nutricionais possam causar sobre o tratamento dos pacientes psiquiátricos.

                                  

5.1.2. OBJETIVO GERAL

 

                        Implantar uma Unidade de Alimentação e Nutrição-Hospitalar (U.A.N-H), com estrutura física e produtiva adequadas, a fim de proporcionar o fornecimento de uma alimentação sanitizada e balanceada. Atendendo assim as necessidades de pacientes e funcionários do Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”.

 

5.1.3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

                       

                        1) Promover a alimentação nutricionalmente balanceada e sanitizada aos pacientes;

                        2) Prescrever orientação para dietas especiais;

                        3) Acompanhar o estado nutricional dos pacientes internados;

                        4) Treinar, orientar e supervisionar os funcionários do Setor de Produção de Refeições;

                        5) Desenvolver atividades educação nutricional, com orientações sobre alimentação saudável;

                        6) Acompanhar a aceitabilidade das refeições e dietas servidas;     

                        7) Participar de atividade terapêutica junto à equipe Multidisciplinar.

                        8) Promover integração da U.A.N. com a Equipe Multidisciplinar.                     

 

 

5.2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

                                                                      

a)      Resumo do mapa de dietas:

Mensalmente realiza-se um acompanhamento e somatório do número de refeições servidas aos pacientes e funcionários, e a ocorrência de dietas especiais e ou individualizadas.

 

b) Supervisão e orientação operacional:

Esta é uma parte dedicada ao setor de produção de refeições (S.P.R.), onde o nutricionista faz uma orientação aos funcionários, sobre as técnicas dietéticas  e sanitárias do pré-preparo e preparo das refeições que compõem o cardápio e ou dietas especiais. Proporcionando melhor desempenho das atividades e conseqüentemente melhora na qualidade das refeições e dietas servidas.

 

c) Inventário e pedido de gêneros alimentícios:

O suprimento do estoque de gêneros alimentícios, em especial os perecíveis é feito 2 (duas) vezes por semana, proporcionando assim melhor armazenamento e melhor qualidade dos produtos. Entretanto os estocáveis são adquiridos mensalmente ou  semanalmente em vista de necessidades específicas de consumo. Estas compras são organizadas entre o Setor de Produção de Refeições (S.P.R.) e a administração, cabendo ao serviço de nutrição a quantificação dos produtos e a supervisão dos gêneros adquiridos, certificando-se sobre o prazo de validade, integridade de embalagem, ausência de insetos e aspecto sanitário para os produtos industrializados e os in natura. Após esta supervisão, faz-se o armazenamento, colocando os produtos já estocados para serem consumidos de conformidade com as normas da vigilância sanitária.

 

d) Elaboração e análise dos cardápios:

Os cardápios são elaborados mensalmente, contendo 5 (cinco) refeições ao dia distribuído em:

1)      Desjejum;

2)      Almoço;

3)      Lanche;

4)      Jantar;

5)      Ceia.    

                        Os cardápios são analisados quantitativamente e qualitativamente em relação aos seus princípios nutritivos (glicídios, protídios, lipídios, Ndpcal% e calorias). Nesta análise considera-se a população a ser atendida e as recomendações da F.D.A.*, a fim de atender as necessidades diárias dos pacientes.

 

e) Esquematização de técnicas dietéticas e culinárias:

Trata-se da organização do modo de pré-preparo e preparo dos pratos que fazem parte do cardápio. Onde o nutricionista transcreve as medidas das receitas, para medidas caseiras e descreve as técnicas dietéticas e culinárias utilizadas no preparo das refeições e dietas especiais. Este trabalho do nutricionista com os funcionários do S.P.F. tem por finalidade o aprimoramento das técnicas culinárias, conscientização dos cozinheiros sobre a importância de executar as dietas dentro das recomendações e conseqüentemente manter o padrão de qualidade das refeições servidas.

 

f) Avaliação de aceitabilidade:

É uma atividade na qual o nutricionista avalia e analisa direta e indiretamente a aceitabilidade das refeições e dietas servidas. Onde as informações são obtidas pela observação direta dos pacientes em relação à alimentação, quantificação das sobras é também considera nesta análise, as informações fornecidas pelo serviço de enfermagem a respeito de intercorrência com os pacientes envolvendo alimentação.

 

g) Atividades desenvolvidas junto à equipe multidisciplinar - Programa Integração:

1)      Programas Educativos;

2)      Grupo Operativo/Assembléia/contrato Terapêutico;

3)      Reunião com Equipe Multidisciplinar;

4)      Estudo de casos clínicos;

 

h) Supervisão e orientação da higienização geral da área de produção:

A higienização da área de produção é feita por períodos (matutino e vespertino) diariamente. Entretanto a higienização geral é, sobretudo, criteriosa, incluindo equipamentos, móveis e dispensa de gêneros, será feita semanalmente a fim de garantir uma boa higienização dos utensílios e área física da “cozinha”. Nesta tarefa o nutricionista transmite aos funcionários, á importância da higienização adequada, no combate as bactérias que podem contaminar os alimentos e conseqüentemente trazer doenças aos pacientes, por meio das normas e rotinas do setor. A orientação não se restringe ao aspecto microbiológico, mas também sobre o uso correto dos produtos de limpeza e materiais de proteção contra acidente

i) Monitoramento da distribuição das refeições:

Acompanhar a distribuição das refeições servidas no Hospital é tarefa rotineira para o serviço de alimentação. Esta tarefa é monitorada pelo nutricionista e executada pela equipe do setor de nutrição, tais como copeiros, cozinheiro e auxiliares, a fim de observar a reação dos comensais, aceitabilidade e também o controle do porcionamento e repetiçõ

j) Prontuários e livro de ocorrência:

O serviço de nutrição terá uma postura interligada com o serviço de enfermagem, a fim de trocarem informações sobre o tratamento, patologia, medicamentos utilizados e alterações que se relacionem ou mesmo interfiram sobre a alimentação dos pacientes. Obtendo assim, informações preciosas que serão usadas na avaliação nutricional e para as prescrições dietéticas quando necessári

l) Relatórios em prontuários:                        

O prontuário único contará com um espaço para a equipe multidisciplinar anotar as atividades desenvolvidas com os pacientes. O Setor de Nutrição Clínica utilizará este espaço para anotar as prescrições dietéticas, quando se fizer necessário a indicação de dieta especial e individualizada, ocorrências envolvendo a alimentação e anotações referentes ao acompanhamento do estado nutricional dos pacientes.

mOrientação e informações à família:

O nutricionista como membro da equipe poderá também, passar informações aos familiares sobre os pacientes internados, no entanto delimitando essas informações a sua competência técnica e não sobre tratamento, medicamentos ou outras atividades de outro setor.

n) Treinamento da equipe de produção:

O nutricionista também organizará cursos e ou reuniões de treinamento e atualizações aos funcionários do setor, com periodicidade semestral, obrigatória e ou outras atividades de treinamento e aprimoramento e forma opcional. 

CAPÍTULO VI - SETOR DE PSICOLOGIA

 

6.1. PROGRAMA DE TRABALHO DO SETOR DE PSICOLOGIA

 

6.1.1. INTRODUÇÃO

 

A Psicologia é uma ciência que trata do que somos (personalidade) e do que agimos (processos mentais e comportamento). Seu principal objetivo é conhecer a pessoa humana.

As ações de uma pessoa são janelas através das quais é possível observar e analisar sua personalidade. Esta, no seu desenvolvimento, apresenta sucessivas e múltiplas maneiras de ser e de agir, embora conserve sua identidade básica por toda vida.

Ao setor de Psicologia cabe a tarefa de acompanhar e avaliar psicologicamente os pacientes internados neste Hospital, visando sua conscientização e reinserção social, bem como apoio e orientação aos familiares dos mesmos através de atendimentos individuais e grupais.

O setor conta com duas Psicólogas, atuando vinte horas semanais.

O setor irá contribuir para o processo que conduz à maturação da personalidade, meta de todo tratamento psíquico, também visará promover o bem estar do indivíduo, criando condições que visem eliminar a opressão e marginalização do paciente.

 

6.1.2. OBJETIVOS GERAIS

 

- Proporcionar à pessoa internada atendimento individual e grupal, com a finalidade de facilitar a expressão de sentimentos, conflitos emocionais, dificuldades afetivas e se reorganizar interiormente.

- Estimular os internos através de atividades recreativas e de sociabilidade a fim de que possam redescobrir seus potenciais de criatividade e de convivência social.

- Orientar e motivar o interno quanto a sua participação no tratamento, dentro e fora do Hospital.

 

- Promover atividades sempre voltadas para as necessidades e realidade de cada paciente, levando-se em consideração, desde os fatores sócio-culturais, até as características individuais de cada paciente.

- Estimular a atividade humana, entendida como espaço para criar, recriar, produzir um mundo humano, que seja repleto de simbolismo, isto é, que a ação seja um ato cheio de intenções, vontades, desejos e necessidades.   

- Ativar e revelar o conflito para sua recuperação. 

 

6.2. PROGRAMA TERAPÊUTICO

O programa terapêutico, visando um atendimento moderno, consta dos seguintes tipos de atendimentos:

6.2.1. CONTRATO TERAPÊUTICO – CONTATO INICIAL – AVALIAÇÃO

 

O contato é feito assim que o paciente é internado com o objetivo de começar a esclarecer um rapport, verificar a conscientização do paciente em relação ao motivo da internação e aceitação, orientar sobre o tratamento e fazer uma triagem do mesmo, para o programa terapêutico específico, de acordo com suas necessidades.

 

6.2.2. ATENDIMENTO INDIVIDUAL

 

Este atendimento será realizado em uma abordagem em Psicoterapia breve, a qual tem como principais características:

a)   A delimitação do tempo em decorrência do período de internação do paciente, 4 (quatro) a 6 (seis) sessões em geral.

b)   A delimitação de um foco, problema ou conflito principal no qual se centraliza toda a atividade psicoterápica: A doença; o tratamento; conflitos afetivos; preparação para alta.

c)    Atitude ativa do psicoterapeuta.

Serão encaminhados para este tipo de atendimento os pacientes que vão se beneficiar com uma abordagem que visa trabalhar “o problema principal”, com técnicas de apoio, sugestão, educação, esclarecimento e de contratação.

           Este atendimento visa atender aos pacientes durante o período de sua internação, com o objetivo de facilitar a expressão de sentimentos, conflitos emocionais, dificuldades afetivas, conscientização de sua doença, dando condição de reestruturação da personalidade através das partes normais que foram conservadas, reabilitando-o. Também tem por objetivo o alívio dos sintomas, prevenir descompensações maiores, desenvolver a capacidade de enfrentar melhor futuras crises, restaurar o nível prévio de equilíbrio.

Será realizado através de sessões semanais, de aproximadamente vinte minutos para cada paciente, em horário pré-fixado no cronograma.

 

6.2.3. ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA

 

Esse tipo de abordagem enfatiza um trabalho também focalizado de corrente de algum tipo de crise. Esse atendimento será feito através de apoio ao paciente em crise.

 

6.2.4. ATENDIMENTO GRUPAL – PSICOTERAPIA DE GRUPO

 

          É feito semanalmente, com uma hora de duração, em um período pré-fixado no cronograma com número mínimo de 04 (quatro) pacientes, e máximo de 15 (quinze).

          Os grupos serão mistos e homogêneos (divididos por patologia) e em forma de grupo aberto (os integrantes variam frequentemente de acordo com a alta ou desistência, sendo substituído por novo membro).

          Este atendimento visa à abordagem de temas pessoais e existenciais, criando oportunidades para melhor compreensão de suas dificuldades emocionais e conscientização das mesmas. Serão utilizadas técnicas flexíveis de apoio: confrontação e esclarecimento.

 

6.3. PROJETO TERAPÊUTICO (INDIVIDUAL)

6.3.1. PACIENTES PORTADORES DE TRANSTORNO MENTAL

 

a)                       Estabelecer rapport – estimular o paciente a falar, recapitular o que ele falou para que se sinta compreendido e estabeleça uma relação de confiança no psicoterapeuta.

b)                      Facilitar a expressão de sentimentos, conflitos emocionais, dificuldades efetivas e se reorganizar interiormente.

c)                       Conscientizar o paciente da doença e tratamento esclarecendo dúvidas, desconstruindo mitos, modificando informações que contribuem para a produção de crenças irreais e pensamentos disfuncionais, trabalhar as falsas crenças que o paciente emprega e que exercem influência negativa na vida dele.

d)                      Estimular a participação nas atividades terapêutica afim de que possa redescobrir seus potenciais de criatividade e convivência social.

e)                       Dar condição de reestruturação da personalidade através das partes sadias que foram preservadas.

f)                       Promover sua reabilitação.

g)                      Procurar mostrar ao paciente sua melhora durante o tratamento para que continue após a alta.

h)                      Trabalhar as alterações psíquicas observadas.

6.3.2. PACIENTES – ALCOOLISTAS E USUÁRIOS DE DROGAS ILÍCITAS

          A finalidade do tratamento é permitir ao paciente abandonar o álcool e as drogas ilícitas, ensinando-os a enfrentar a vida e seus problemas com maturidade.

          a) Estabelecer rapport – estimular o paciente a falar, recapitular o que ele falou para que se sinta compreendido e estabeleça uma relação de confiança no psicoterapeuta.

b) Verificar motivação para o tratamento, se realmente deseja parar de beber / consumir drogas ilícitas e qual o motivo básico que o faz pensar assim.

c) Verificar motivação para beber bebidas alcoólicas/consumir drogas ilícita a fim de poder eliminar-la.

d) Conscientizar o paciente da doença e tratamento, esclarecendo dúvidas, desconstruindo mitos, modificando informações que contribuem para a produção de crenças irreais e pensamentos disfuncionais, trabalhar as falsas crenças que o paciente emprega e que exercem influência negativa na vida dele.

e) Verificar hobbies / hábitos salutares do paciente para reforçar a continuidade deles ou a criação de novos hábitos saudáveis e construtivos de acordo com as particularidades de cada paciente, e novas formas de obter prazer.

f) Estabelecer um paralelo entre os prós e os contras do uso de bebidas alcoólicas abusivamente / consumo de drogas ilícitas, despertando a atenção do paciente para os prejuízos pessoais orgânicos, psíquicos, sociais, profissionais, conjugais e econômicos. Acentuar para cada paciente os prejuízos que especificamente ele padece. Despertar sua atenção para os prejuízos que lê pode causar as pessoas com as quais ele se relaciona, em especial as que ele ama.

g) Prevenção de recaídas – identificar situações de riscos, orientações para evitar o contato com pessoas com quem costumava beber/consumir drogas e locais que freqüentava; estimular a participação em grupos de auto-ajuda, religiosos, psicoterapia.

i) Uso de técnicas de relaxamento e hipnoterápicas com sugestões de: permanecer afastado das bebidas alcoólicas/drogas ilícitas, aversão às mesmas, auto estima/confiança na sua capacidade de manter-se recuperado e vitorioso, controle do desejo de beber/usar drogas ilícitas.

6.3.3. PACIENTES COM DEFICIÊNCIA FÍSICA E MENTAL: GRAVES E CRÔNICOS

                   Será desenvolvida com estes pacientes uma abordagem visando:

1)      Estabelecer rapport – estimular o paciente a falar, procurar compreender suas necessidades;

2)      Verificar a conscientização do paciente em relação ao motivo da internação e aceitação;

3)      Conscientizar o paciente da doença e tratamento, utilizando um vocábulo que se possa ser compreendido pelo paciente;

4)      Trabalhar as alterações psíquicas (anexo).

5)      Estimular a participação nas atividades terapêuticas. A sua interação com os outros pacientes serão acompanhadas as atividades, propostas por um monitor, que ficará a seu lado auxiliando-o.

6)      Estimular à formação de hábitos úteis a convivência social: comunicar-se.

6.4. REGISTRO E EVOLUÇÃO DOS ATENDIMENTOS

             É feito semanalmente em prontuário único, registrando a participação dos pacientes.

6.5. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM A EQUIPE MULTIDISCIPLINA

1.      Programa de interação Hospital-comunidade;

2.      Grupo Operativo – Assembléias – Contrato Terapêutico;

3.      Programas Educativos;

4.      Atendimento Familiar;

5.      Grupo de Estudo;

6.      Discussão de Casos Clínicos;

7.      Reunião com a Eq. Multidisciplinar.

                        No Programa da Equipe multidisciplinar vide maiores informações. 

 

6.6. CRONOGRAMA DO SETOR DE PSICOLOGIA

 

Horário

2ª feira

3ª feira

4ª feira

5ª feira

6ª feira

07:00 -0 8:00

 

Atualização de arquivo

***

***

≠  Atualização de arquivo

≠  Atualização do arquivo

 

08:00 – 10:00

≠      Assembléia; Grupo Operativo – Contrato Terapêutico/

Atendimento individual

 

***

***

Atendimento

Individual / Grupo TM

Atendimento

Individual / Grupo TM

10:00 – 11:00

Registro de evolução

relatórios

***

 

***

*

Registro de evolução

relatórios

 

≠  *

Orientação

aos estagiários de psicologia

Encaminhamento das atividades

11:00 - 12:00

 

 

 

*  Atualização de arquivo

* Atualização de arquivo

***

***

*  Atualização de arquivo

12:00 - 13:00

***

***

***

***

***

13:00 - 14:00

***

≠  Atualização de arquivo

*

Reunião de Família

***

***

14:00 – 15:00

***

≠  Atendimento ind/grupo DQ

***

***

15:00 – 16:00

***

≠  Registro de evoluções de relatórios

≠   Programa Integração Hosp. – Comunidade Educativa

***

***

16:00 – 18:00

***

***

*  Reunião de Equipe

Discussão de casos clínicos

*  Atendimento ind./grupo TM

*  Atendimento individual

19:00 – 20:00

*  Atendimento ind./grupo

*  Atendimento grupo

*  Reunião AAA

*  Atendimento familiar

*  Registro de evolução/relatórios

20:00 – 21:00

*  Registro de evolução/relatórios

*  Registro de evolução/relatórios

***

*  Registro de evolução/relatórios

*  Registro de evolução/relatórios

 

                        ≠  -  Horário da Psicóloga Ana Paula

                        *  -  Horário da Psicóloga Maria Cristina

     6.6.1ALTERAÇÕES PSÍQUICAS – INTERVENÇÃO

 

1)                 Consciência – qualquer alteração do nível de consciência repercute no funcionamento global do psiquismo. Levá–lo a integrar coerentemente os estímulos ambientais.

2)                 Atenção – função básica no processo de aprendizagem é a direção da consciência. *Trabalhar a atenção, concentração, desenvolvendo a percepção interiorizada do que acontece dentro de si / fora de si.Trabalhar atenção externa voltada para o mundo exterior ou para o corpo utilizando - se dos órgãos dos sentidos e a atenção interna voltada para os processos mentais do individuo - reflexiva/ meditativa.

*Trabalhar a atenção seletiva – selecionar estímulos e objetivos específicos, estabelecer prioridades diante de um conjunto amplo de estímulos ambientais. A tenacidade – fixar sua atenção sobre determinado objeto.

a)      Exercícios que envolvam os órgãos dos sentidos.

b)      Técnicas hipnoterápicas/ relaxamento indutivo/ meditação.

c)      Contar história – após comentar a respeito refletir sobre aspectos significativos, mensagens.

3)      Orientação – a capacidade de situar-se quanto a si mesmo e ao ambiente é elemento básico de atividade mental. É indicativo de perturbações do nível da consciência.

a)         Auto psíquica – orientar o paciente com os dados pessoais corretos – nome/ idade/ profissão.

b)        Alo psíquica – orientar o paciente:

o    No tempo – Através de exercícios corporais levá-lo a observar seu ritmo individual cardíaco/ respiratório/ da fala/ dos movimentos. Oferecer informações temporais externos horários/ datas.

 

o  No espaço – a partir de seu corpo e da exploração espacial levá-lo a perceber as relações espaciais entre ele e os outros. Oferecer informações sobre onde está/ mora

c)         Exercícios – identificar situações que ocorrem em períodos diferentes; seguir um ritmo externo, calendário, datas comemorativas, identificar as estações do ano, noções temporais – fraco/ forte/ lento/ rápido, simultaneidade, conceitos espaciais.

4)                Senso percepção – todas as informações do ambiente necessárias à sobrevivência do indivíduo chegam até o organismo por meio das sensações. A estimulação sensorial irá possibilitar o reconhecimento do mundo e contato com realidade.

a)      Exercícios – explorar e sentir os objetos através dos órgãos dos sentidos – tato, visão, audição, olfato, gustação.

b)      Discriminar cheiros, sabores, sons, perceber detalhes, desenvolver a capacidade de observação.

5)               Vivência tempo/ espaço.

6)                 Memória – capacidade de registrar, manter e evocar fatos ocorridos, é uma das funções cognitivas básicas no processo da aprendizagem. Está ligada à motivação.

a)      Exercícios – mnemnômicos/ contar historias e após fazer perguntas sobre ela, jogos de memória (memória verbal/ visual/ auditiva/ memória recente/ remota).

7)                Afetividade – a vida afetiva é a dimensão psíquica que dá cor, brilho e calor a todas as vivências humanas. Existem 5 tipos básicos de vivências afetivas – humor, emoções, sentimentos, afetos e paixões.

a)   Favorecer a expressão de sentimentos, conflitos emocionais, dificuldades afetivas.

b) Através de vivências, técnicas de relaxamento e hipnoterápicas trabalhar o humor ansiedade, angústia, nervosismo, apatia, etc.

8)    Vontade – é uma dimensão complexa da vida mental, relacionada intimamente à esfera instintiva, afetiva, intelectiva e ao conjunto de valores, princípios, hábitos e normas socioculturais do indivíduo. Trabalhar vontade x poder, fazer o que sente vontade; auto controle – atos impulsivos/ compulsivos a não vontade x precisar fazer; motivação. Uso de técnicas hipnoterápicas.

b)      Psicomotridade – as alterações da psicomotricidade são freqüentemente a expressão final das alterações da volição. Na DQ e nos TM ocorre uma serie de alterações a nível da coordenação motora do paciente.

c)       Exercícios que façam o paciente usar o seu corpo ao mesmo tempo em que sua mente, andar/correr/ equilibrar-se são ações que dependem de uma coordenação geral de movimentos. Os movimentos amplos servem de base à motricidade fina e diferenciada.

9)         Pensamento – se constitui a partir de elementos sensoriais que fornecem substrato para o processo do pensar, as imagens perceptivas reais e as representações (re-apresentação de uma imagem na consciência sem a presença real externa do objeto). Seus elementos constitutivos são – conceito, juízo e o raciocínio. Através da estimulação das funções cognitivas (atenção, concentração, pensamento lógico, memória) favorecer o pensar, conhecer, perceber os aspectos do mundo que o rodeia observando e analisando com maior clareza, entrando em contato com a realidade, possibilitando uma maior elasticidade de pensamento frente a situações novas, levar o paciente a pensar por si, favorecendo sua autonomia.

10)               Juízo de Realidade.

           Intervir nos mecanismos de manutenção do delírio – inércia em mudar as próprias idéias, pobreza na comunicação inter-pessoal, isolamento social, comportamento agressivo     do paciente, resultante do delírio desencadeando rejeição social, diminuição do respeito ao paciente pelas pessoas que convivem com ele. Estimular a socialização, o maior contato com realidade.  Técnica do exagero (nos delírios persecutórios).

Estimular a criatividade ajudando na adaptação do paciente num mundo em constante mudança, contribuindo para que se torne um ser mais confiante e capaz de melhor entender seus semelhantes.

Estimular a imaginação – a pessoa dotada de imaginação pode imaginar como o outro se sente, o que restringe críticas, preconceitos, timidez e preocupação com o êxito.

11)                       Linguagem – é o principal instrumento de comunicação dos seres humanos, fundamental na elaboração e expressão do pensamento. O ser humano, pela sua própria natureza necessita comunicar-se com seus semelhantes. Pode ser verbal ou escrita e não verbal (desenhos, pinturas, gestual ou corporal).

a)             Estimular o uso de diferentes formas de expressão – gestual, verbal, plástica, musical, etc. Levar o paciente a comunicar-se com clareza para que sua comunicação sirva de veículo de interação com as outras pessoas.

          b)    Atividades – de expressão corporal, dramatização, contar fatos de sua vida,   

discussão sobre temas variados, desenvolver o vocabulário, diferentes texto     (histórias,    jornais, poesias, formular frases, ordenar idéias).

 

CAPÍTULO VII - SETOR DE SERVIÇO SOCIAL

 

7.1. PLANO DE TRABALHO DE SERVIÇO SOCIAL

 

7.1.1. INTRODUÇÃO

 

O Serviço Social Psiquiátrico e o serviço realizado nas instituições psiquiátricas e nos programas de saúde mental.

A sua finalidade consiste em contribuir para os serviços que promovem a saúde mental na comunidade a atender as pessoas que apresentem perturbações mentais ou emocionais.

É geralmente praticado nos hospitais, ambulatório ou outro ambiente psiquiátrico, com parte das atividades de uma equipe clínica, inclusive psiquiatra, psicólogo e, freqüentemente outros profissionais, relacionados com o tratamento de pacientes e prestação de serviços psiquiátricos.

O Assistente Social é uma pessoa metodicamente formada numa escola de serviço social cuja atividade e dedicação prendendo-se a uma determinada engrenagem da sociedade, visa normalizar o seu andamento e integrá-lo normalmente também no desenvolvimento de toda sociedade.

O Serviço Social desenvolve um trabalho de orientação social e educacional ao paciente portador de transtorno mental e dependente químico, tendo em vista capacitá-los para sua promoção, propiciando assim, melhor bem estar ao paciente, à família e à comunidade. Com uma carga horária de 20 horas, distribuídas no cronograma em anexo.

 

7.1.2. OBJETIVOS GERAIS

 

1) Intervir no relacionamento paciente – família seja para solucionar ou encaminhar soluções de problemas e conflitos;

2) Atender as famílias dos pacientes com o objetivo de orientar a família sobre os regulamentos do Hospital, horários de visitas, direitos previdenciários e continuidade de tratamento do paciente;

3) Tenta agilizar recursos sociais para atendimento específico do paciente e/ou da família, em nível de instituição ou em nível de comunidade;

4) Orientar e encaminhar na solução dos problemas médicos – sociais;

5) Investigar e procurar direcionar a solução dos problemas sócio–econômicos dos pacientes;

 6) Participar do processo de reabilitação do paciente propiciando, quando restabelecido de sua fase mais aguda, sua reintegração ao meio social (licenças terapêuticas – passeios, contatos com a família através de telefone ou pessoalmente);

7) Opinar sobre o comportamento do paciente, suas evoluções, suas dificuldades, junto a Equipe, fazendo reuniões com a Equipe.

 

7.2. PROGRAMA TERAPÊUTICO

 

7.2.1. CONTRATO TERAPÊUTICO

 

Essa atividade realizada semanalmente pela Assistente Social com os pacientes admitidos na instituição, tem por objetivo informar ao paciente o programa terapêutico oferecido na instituição.

 

7.2.2. ATENDIMENTO INDIVIDUAL

 

Este atendimento visa atender aos pacientes durante o período de sua internação, com o objetivo de facilitar a expressão de sentimentos, conflitos emocionais, dificuldades afetivas, conscientização de sua doença, dando condições de reestruturação da personalidade através das partes normais que foram conservadas, reabilitando-o;

1)      Interpretar os vários aspectos da doença para o paciente, para a família e individualmente;

2)      Encaminhar para exames;

3)      Orientar e dar apoio aos pacientes, aos problemas emocionais que aparecem na moléstia, compreendendo os mesmos, executando seus lamentos e clareando suas dúvidas, procurando deixar o paciente calmo;

4)      Orientar os recém-internados em relação às normas;

5)      Encaminhamento para exames específicos nos postos de saúde;

6)      Quando necessário o paciente é levado ao posto de saúde ou vem colher material para exames necessários.        

 

7.2.3. ATENDIMENTO EMERGENCIAL

 

Este atendimento tem como objetivo dar suporte a família, ao paciente e a equipe multidiciplinar;

1)      Fuga do paciente – comunicar a família e autoridades competentes;

2)      Encaminhamento para Hospital Geral – em caso de agitação psicomotora que o paciente venha a sofrer ferimentos traumáticos, em caso de parto, etc.

3)      Hábito em família – comunicar ao paciente o ocorrido em seu meio familiar, solicitando apoio psicológico.        

 

7.2.4. ATENDIMENTO FAMILIAR – DIVERSOS

 

Esta atividade tem como objetivo uma entrevista inicial com os familiares, onde será colhido o histórico social do paciente e observado o tipo de relacionamento familiar e social, visa orientar, conscientizar e adequar aos familiares em relação à aceitação e compreensão dos mesmos sobre a necessidade de seu tratamento. O serviço social aborda estes problemas da seguinte forma:

1)      Contato para solução das necessidades pessoais e diversos, solicita da família objetos sociais, roupas, lanches (paciente exigente), medicação que não faça do padrão do Hospital;

2)      Esclarecer quando é necessário ou quando a família se nega aceitar o paciente ou tratamento;

3)      Visitas domiciliares quando necessário ou solicitado, ou quando o paciente está em dificuldades de se adaptar ao meio-família-social;

4)      Dar informações do paciente durante o tratamento, atendendo aos meios familiares pelo telefone e/ou visitas aos domingos ou outro meio de comunicação no seu período de internação;

5)      Tratamento Individual ou Nuclear – é feito com um ou mais membros de uma mesma família, quando solicitado, é feito com horário preestabelecido;

6)      Grupo de Família – conta com a participação da equipe multidisciplinar, visando orientar, esclarecer e dar apoio às famílias em relação à doença e tratamento do paciente. Será realizado semanalmente em período pré-fixado no cronograma.

           

7.2.5. REGISTRO E EVOLUÇÃO DOS ATENDIMENTOS

 

É feito em prontuário único, registrando a participação dos pacientes nos grupos e programas terapêuticos ou individuais. Recebimento de visitas, solicitações ou necessidades.

 

7.2.6. CONTATOS INTERPROFISSIONAIS

 

1) Entrosamento com outras entidades públicas ou particulares visando à solução profissional de cada caso.

2) Contatos telefônicos ou pessoais fornecem informações ou atestados, durante a estadia do paciente no Hospital.

3) Coordenação de atividades sociais e recreativas, também junto à equipe, como contato telefônico, na coordenação do pedido de ônibus para passeios, aniversários do mês e outras necessidades.

 

7.2.7. PROGRAMA DE ALTA HOSPITALAR

 

É desenvolvido pelo setor de serviço social, consiste em:

1)      Orientar e conscientizar o paciente e seus familiares sobre o tratamento;

2)      Após a alta médica é entregue uma carta à família, (Carta em anexo I);

3)      Verificar junto à prefeitura, secretária de saúde, ou Serviço Social, os recursos disponibilizados pela cidade onde reside o paciente. Para prosseguir o tratamento após a alta. 

4)      Portanto tais recursos envolvem:

                                                              i.      Acompanhamento no programa de saúde da família, centro de atendimento psicosocial, centro de Saúde, facilidade de acesso ao medicamento (Se o município dispõe de programa de Farmácia Básica), tendo o serviço encaminhando o paciente e o familiar.

5)      Verificar as possíveis oportunidades de trabalho e melhoria nas condições de moradia na cidade do paciente.

6)      Contactor o Serviço Social do município com o objetivo de acompanhar o paciente na sua reintegração na comunidade.

7)      Comunicar familiares do paciente e/ou o Serviço Social do município após 30 dias da alta do paciente com objetivo de verificar a recepção do mesmo.

8)      Incentivar junto aos órgãos competentes municipais a criação ou manutenção de serviços de apoio ao paciente.

9)      Encaminhamento dos pacientes Dependentes Químicos para grupos de auto-ajuda, como: AAA, NA, etc.

10)  Quando do impedimento da retirada do paciente na sua alta programada, contactar o serviço social de sua cidade, para tomar providências cabíveis no caso.

             O serviço social informa ao paciente sobre quem procurar no seu local de origem.

1)      Cartilhas/Carta de encaminhamento (anexo I).

 

7.3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS JUNTO À EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 

1.      Programa de interação Hospital-comunidade;

2.      Grupo Operativo – Assembléias – Contrato Terapêutico;

3.      Programas Educativos;

4.      Atendimento Familiar;

5.      Grupo de Estudo;

6.      Discusão de Casos Clínicos;

7.      Reunião com a Eq. Multidisciplinar.

                        No Programa da Equipe multidisciplinar vide maiores informações. 

 

7.4. CRONOGRAMA DO SETOR DE SERVIÇO SOCIAL

 

Horário

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Domingo

07:00

08:00

Atualização de arquivo

 

***

 

***

 

***

Atualização de arquivo

 

***

 

***

08:00

10:00

Orientações gerais / cont. paciente ou família.

Entrevista / internação

Entrevista / internação

 

***

 

***

Atendimento em geral com Paciente e Família

 

***

 

***

10:00

11:00

 

***

 

***

 

***

Evolução de Atendimentos

 

***

 

***

13:00

15:00

***

Atualização do arquivo

Contato com

Pacientes novos, atendimento

Familiar,

Contato inter profissional,

Contato

Geral

Reunião da Família

Atualização do arquivo, contatos com novos pacientes

Entrevistas

 

***

***

***

15:00

16:00

Programa Integração Hospital - Comunidade Educativo

16:00

17:00

 

***

Relatórios do setor

Reunião de Equipe

Discussão de Casos Clínicos

Visita domiciliar

 

***

 

***

 

***

17:00

18:00

***

***

***

***

***

***

***

Obs.: horários sujeitos a mudanças.

Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”

Área: Serviço Social

Resp. : Maria Augusta de Noronha – Ass. Social CRESS Reg. 2093 – 21ª Região.

Obs.: Atividades Sociais – realizadas semanalmente em dias variados pré-determinados em cronograma específico.

* Exceto na primeira segunda-feira do mês.

ANEXO I

 

Prezados Familiares,

                       

                        O Paciente está saindo de alta acompanhado pela equipe de saúde (agente de saúde, centro de saúde, PSF, CAPS) do seu município juntamente com vocês, familiares.

A medicação deverá ser dada de acordo com a receita, seguindo corretamente os horários da medicação e toma-los preferencialmente com água.

                        Para não provocar dor no estomago, deve-se comer antes de tomar a medicação.

                        Para que não haja interrupção no tratamento realizar o retorno ao medico psiquiátrico antes do termino da medicação.

                        Evitar tomar café, coca-cola e tereré em excesso, não ingerir bebida alcoólica junto com a medicação.

CAPÍTULO VIII - SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL

 

8.1. PROGRAMA DE TRABALHO DO SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL

 

8.1.1. INTRODUÇÃO

 

A Terapia Ocupacional tem por objetivo trabalhar o paciente cuja capacidade para desempenhar as tarefas do cotidiano se acham ameaçadas ou prejudicadas por conseqüência da doença, utilizando-se de técnicas grupais e individuais modernas.

Através de atividades dirigidas e devidamente analisadas, procuramos proporcionar ao indivíduo a conscientização de suas habilidades, limites, necessidades e interesses, possibilitando que ele perceba e se desenvolva como ser produtivo e participante. Tem ainda a finalidade de restaurar e reforçar seu desempenho através do aprendizado de ofícios e funções essenciais a seu meio de forma produtiva, diminuindo ou corrigindo tendências patológicas.

 

8.2. PROGRAMA TERAPÊUTICO

 

O programa de Terapia Ocupacional tem como base à estimulação global. Considera-se a atividade (ocupacional ou produtiva) e a psicomotricidade, como meios de intervenção, utilizados em atendimentos individuais ou grupais.

Também se desenvolvem atividades junto à equipe multidiciplinar, pois a integração da equipe facilita a eficácia da intervenção.

O setor de Terapia Ocupacional conta com os seguintes recursos:

Físicos:

Þ    01 Área coberta para as e oficinas com banheiros, pias e bancadas, bem iluminada e arejada;

Þ    01 Área gramada para atividades de recreações e jogos;

Þ    01 Sala para atendimento individual e avaliação;

Þ    01 Almoxarifado para armazenar os materiais.

Þ    01 Biblioteca (com computador);

Þ    Salão de Beleza;

Þ    01 Sala Multiuso;

Materiais:

Þ    Recreação: bolas, dominó, dama, bingo, quebra-cabeça, petecas, boliche, tiro ao alvo com bola, jogo de dardo, vai vem, tênis de mesa, pimbolim.

Þ    Oficina: tela para confecção de tapetes, serra tico-tico, madeira, linhas, tesouras, tela para papel reciclado, parafina, panelas, ferramentas, tecidos, tinta, papéis, sucatas, jornal, materiais para artesanato, telas e painéis de pintura, tela para confecção de cachecol, computadores, cavaletes.

 

Humanos:

Þ    01 Terapeuta Ocupacional (20 horas/semana)

Þ    01 Monitor de Educação Física (02 horas/semana)

Þ    01 Monitora – (40 horas/semana)

Þ    02 Estagiários (15 horas/semana).

Þ    Auxílio do auxiliar de enfermagem.

 

Cabe a monitora de Terapia Ocupacional e estagiários: auxiliar o terapeuta ocupacional nas atividades grupais quanto:

1)   A preparação e organização do material;

2)   Ao agrupamento dos pacientes;

3)   A organização dos pacientes no espaço físico;

4)                  Ao desenvolvimento das atividades, orientando pacientes com dificuldades, além de manter o setor de Terapia Ocupacional organizado e auxiliar a equipe multidiciplinar em dias de atividades sociais.    

 

8.2.1 CONTATO TERAPÊUTICO - AVALIAÇÃO

 

É o primeiro contato com o paciente, a Terapeuta Ocupacional apresenta-lhe o setor de Terapia Ocupacional e as monitoras, também é descrito quais as atividades que são oferecidas no setor. O paciente é encaminhado para a atividade mais adequada ao seu caso, porém sua permanência ou não na atividade dependerá dele. Estas atividades serão flexíveis ao tempo de tolerância e a freqüência do paciente no setor de Terapia Ocupacional.

A avaliação é feita pela Terapeuta Ocupacional com os pacientes admitidos na instituição.

 

8.2.2. ATENDIMENTO INDIVIDUAL

 

O Atendimento Individual é reservado ao paciente que, por motivos particulares não deseja ou não consegue trabalhar suas dificuldades em grupo. É também destinado ao paciente cuja doença mental é concomitante a uma deficiência mental, física ou sensitiva, necessitando assim, de atenção especial e atendimento específico.

Há um espaço diário de uma hora de duração para atendimento individual.

 

8.2.3. ATENDIMENTO GERAL

 

a)      Grupo de Psicomotricidade

Este grupo é desenvolvido com os psicóticos crônicos, pelo fato de terem seus movimentos lentificados e muitas vezes não conseguirem se expressar, além de adquirirem movimentos repetitivos, estereotipados ou tencionados tonicamente.

O objetivo desse grupo é aumentar a amplitude de movimento das articulações e cinturas, transformar as ações motoras desorganizadas e perturbadas em gestos espontâneos. Com isso, modifica-se atitudes e posturas corporais de modo geral. Aumenta-se a tensão e concentração do paciente, sua coordenação viso motora e raciocínio lógico.

Realizamos este trabalho através dos jogos lúdicos, gincanas teatro, passeios, etc.

 

b)      Oficina

O objetivo da oficina é proporcionar trabalhos ocupacionais e também produtivos, além de estimular o paciente a restabelecer vontades próprias, principalmente quanto aos cuidados pessoais.

O paciente é estimulado a “fazer”, independente da estética ao produto final. A ênfase é beneficiá-lo com: socialização, contato com a realidade, desenvolvimento de habilidades, - coordenação motora, funções cognitivas, canalização de pensamentos agressivos e destrutivos, manutenção dos cuidados pessoais e reabilitação.

São atividades realizadas como: trabalhos artesanais com sucatas (jornal, garrafas pets.), crochê (cachecol), tricô, bordados, tapeçaria, desenho, colagem, pintura, trabalhos com jornal (confecção de cestos)etc. Para os cuidados pessoais são orientados a respeito do bem como estimulados ao uso da sala de beleza (coordenado pela enfermagem), etc.

A oficina é aberta diariamente, de segunda a sexta, acompanhado pela monitora de Terapia Ocupacional, estagiários e coordenada pela Terapeuta Ocupacional.

 

8.2.4. GRUPO A.V.D. E A.V.P.

 

Esse grupo é de caráter informativo, porém, interativo.

Através da reunião geral com os pacientes, são informadas normas, rotinas, formas de tratamento oferecidas pelo Hospital, sendo que o paciente interage e opina. Também se trabalha informações básicas sobre saúde e questões de âmbito social.

As dinâmicas grupais são nossas metodologias de trabalho.

O objetivo do grupo é além de promover o restabelecimento dos cuidados pessoais e da dignidade é estimular o paciente a participar de seu próprio tratamento, facilitando a integração hospital-paciente. E a importância e os objetivos das atividades.

Esse grupo é desenvolvido pela Terapeuta Ocupacional e enfermagem, com o auxílio das monitoras de T.O. e um auxiliar de enfermagem.

 

8.3. REGISTRO E EVOLUÇÃO DOS ATENDIMENTOS

 

A evolução dos atendimentos é feita semanalmente em prontuário único, registrando a participação dos pacientes no programa terapêutico descrito anteriormente.

 

8.4. PROJETO TERAPÊUTICO (INDIVIDUAL)

a)                  Estimular o paciente a criar aptidões e atitudes que lhe permitirão viver a vida mais útil e satisfatória possível.

b)                 Fornecer situação de trabalho e meios valiosos de avaliação da capacidade física, intelectual e habilidades manuais, persistência e confiabilidade.

c)                  Atividades para melhorar o bem estar físico, inclusive os exercícios de “saúde e beleza” jogos internos e externos, jardinagem, natação, andar a pé, etc.

d)                 Atividades para melhorar as relações interpessoais e a socialização.

e)                  Atividade que estimulam a expressão pessoal e o uso criativo das horas de lazer, integração paciente junto ao grupo.

f)                  Visar inicialmente levar  o paciente ao contato com a realidade, evitando a fuga e a fantasia, melhorando o estado físico por meio de exercícios regulares.

g)                 Aliviar a ansiedade e estimular a confiança, despertar a competitividade.

h)                 Aplicar atividades de acordo com os objetivos traçados de cada paciente.

i)                   Orientação atendimento familiar, realizar evolução semanal.

j)                   Manter ou melhorar equilíbrio estático e dinâmico, e coordenação motora.

k)                 Favorecer relações interpessoais e grupais.

l)                   Fazer o indivíduo adquirir respeito a si próprio, procurar desviar sentimentos negativos, carência e tristezas.

m)               Estimular autoconfiança, estimular auto-estima.

n)                 Trabalhar aspecto cognitivo, trabalhar psicomotricidade.

o)                 Desenvolver novos interesses, diminuir agitação psicomotora.

p)                 Realizar grupo de AVD e AVP.

 

8.5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 

1. Grupo Operativo – Assembléias – Contrato Terapêutico;

2. Programas Educativos;

3. Atendimento Familiar;

4. Grupo de Estudo;

5. Discussão de Casos Clínicos;

6. Reunião com a Eq. Multidisciplinar.

 

                        No Programa da Equipe multidisciplinar vide maiores informações. 

 

8.6. CRONOGRAMA DE TERAPIA OCUPACIONA

       

Horário

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

 

07:00–07:30

Preparo das atividades/

Atualização de arquivo

Preparo das atividades/ Atualização de arquivo

***

***

Preparo das atividades/ Atualização de arquivo

 

07:30–08:00

***

***

 

 

08:00 – 08:30

 

 

Contrato terapêutico, assembléia e grupo operativo  * 1º segunda-feira do mês

Grupo AVD e AVP

 

 

 

Atendimento individual/grupal

 

 

 

Atendimento Individual/grupal

 

 

08:30 – 09:30

 

 

09:00 – 10:00

 

Orientação às monitorias Encaminhamento

das atividades

 

10:00 – 11:00

Registro e evolução de atendimentos

Registro e evolução de atendimentos

***

***

 

13:00 – 14:00

***

***

 

Reunião

De

Família

Preparo de atividades/ Atualização dos arquivos

***

 

14:00 – 15:00

Atendimento individual/geral

 

 

15:00 – 16:00

 

Programa Integração Hospital-Comunidade e educativo

Atendimento Individual/grupal Atendimento famílias

 

16:00 – 17:00

Reunião de Equipe Discussão de Casos clínicos

Registro

Evolução dos atendimentos

 

17:00 -18:00

***

 

 

8.7. CRONOGRAMA DO SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL – MONITORIA

 

Horário

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

07:00 – 07:30

Organização de material

Organização de material

Organização de material

Organização de material

Organização de material

07:30 – 08:00

Grupo bom dia

Grupo bom dia

Grupo bom dia

Grupo bom dia

Grupo bom dia

08:00 – 10:00

Contrato terapêutico assembléia e grupo operativo / Grupo de

AVD / AVP

 

Oficina

 

Oficina

 

Oficina

 

Oficina

 

10:30 – 11:00

 

Organização do setor e anotações das atividades

Organizar setor

Organizar setor

Organizar setor

Orientação Encaminhamento das atividades

13:00 – 13:30

Organização do material

 

Organização do material

Organização de matéria / comemoração

Organização de material

 

Organização de material

 

13:30 – 16:30

Oficina

Termino das atividades iniciadas pela manhã

Oficina

Termino das atividades iniciadas pela manhã

Palestras e/ou aniversariantes

Oficina

Termino das atividades iniciadas pela manhã

Oficina

 

16:30 – 17:00

Organização do setor e anotações das evoluções das atividades.

 

Organização do setor e anotações das evoluções das atividades.

Organização do setor e anotações das evoluções das atividades.

Organização do setor e anotações das evoluções das atividades.

Organização do setor e anotações das evoluções das atividades.

 

8.8. CRONOGRAMA DO SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL

PSICOLOGIA - ESTAGIÁRIOS

 

Horário

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

07:30 – 10:00

Grupo bom dia

Acompanhamento dos pacientes nas atividades terapêuticas.

10-00 – 10:30

Anotações  das evoluções das atividades / relatórios

Orientação e encaminhamento das atividades

10:30 – 11:00

13:30 – 16:00

Acompanhamento dos pacientes nas atividades terapêuticas.

-

16:00 – 16:30

Anotações das evoluções das atividades / relatórios

-

 

 

Obs: Horários sujeito a mudanças.

ANEXO I –

1. MODELO: PROGRAMA DE ATIVIDADES TERAPÊUTICAS

Janeiro

10 – Semana do Riso

12 – Semana da Medicação (Palestra Farm. Meire e Enf. Neila)

24 – Folia de Reis e São Sebastião

31 – Aniversariantes do Mês

Fevereiro

07 – Jornal (Palestra com jornalista – Visita a um jornal e uma gráfica)

15 – Carnaval

28 – Aniversariantes do Mês

Março

08 – Dia Internacional da Mulher

15 – Dia do Circo

22 – Dia da Àgua

28 – Aniversariantes do mês

29 – Dia do Teatro (Apresentação “Shakespeare”)

Abril

04 – Páscoa

11 – Palestra Hanseníase e Tb (Enf. Aline)

19 – Dia do Índio – Descobrimento do Brasil

25 – Aniversariantes do mês

Maio

02 – Dia do Trabalho

10 – Dia das Mães

16 – Recital

23 – Calendário de Vacinação para Adultos e Doenças Contagiosas (Enf Graziela)

30 – Aniversariantes do mês

Junho

06 – Palestra: Doenças Sexualmente Transmissíveis – Meios de Prevenção (Enf Neila)

13 – Campanha de Tabagismo

20 – Festa Junina e Aniversariantes do mês

Julho

05 – Passeio na Expopar

12 – Jogos Pan – Americanos – 14 à 29

18 –  Recital

25 – Aniversariantes do mês

Agosto

05/08 – Dia dos Pais

13/08 á 17/08 – Semana do Folclore: (17/08) - Apresentação

22/08 – Dia do Soldado

29/08 – Dia Mundial do Combate ao Fumo - Campanha

30/08 – Aniversariantes

Setembro

03/09 á 06/09 – Semana da Pátria

12/09 – Palestra com agrônomo (Dia do agrônomo)

17/09 á 21/09 – Semana da Primavera                                                                                                                               (20/09) – Baile e Aniversariantes (5° feira)

24/09 á 28/09 – Semana da cidadania

Outubro

04/10 – Direitos das crianças e adolescentes

Palestra com conselho Tutelar

18/10 – Palestra com médico

25/10 – Aniversariantes

Novembro

05/11 á 09/11 – Semana de Consciência Ecológica

12/11 á 14/11 – Proclamação da República /  Dia da Bandeira

21/11 – Palestra sobre Dengue

29/11 - Aniversariantes

Dezembro

05/12 – Palestra sobre DST / AIDS

12/12 – Palestra com Oftalmologista

20/12 – Natal

27/12 – Ano Novo e Aniversariantes do mês

 

CAPÍTULO IX – SETOR DE FISIOTERAPIA

 

          Trata das atividades desenvolvidas pelo setor de fisioterapia, onde são descritas as atividades com os pacientes.

 

9.1 PROGRAMA DE TRATAMENTO DO SETOR DE FISIOTERAPIA

 

9.1.1 INTRODUÇÃO

 

          A fisioterapia tem o objetivo de prevenir, tratar e reabilitar as disfunções cinéticas do paciente prejudicadas por conseqüências da doença. Não apenas pela reeducação motora, mas como noção de que o corpo é um espaço simbólico, na construção do melhor bem estar físico e mental do paciente, utilizando-se de técnicas modernas grupais e individuais.

          Através de conduta fisioterapeutica dirigidas e analisadas, procuramos proporcionar ao individuo, melhor qualidade de vida e adequação a incapacidade e aos distúrbios biológicos, psicológicos, físicos e sociais que os acometem.

 

9.2 PROGRAMA TERAPEUTICO

 

          O programa de fisioterapia tem como base a estimulação global. Considera-se a atividade cinesioterapeutica e a psicomotricidade, como meios de intervenção, utilizados em atendimentos grupais ou individuais.

          Também se desenvolvem atividades junto a equipe multidisciplinar, pois a intervenção da equipe facilita a eficácia da intervenção.

          O setor de fisioterapia conta com os seguintes recursos:

 

·    Físicos

a)      01 (uma) área coberta para recreação;

b)      01 (uma) área gramada para atividades cinesioterapêuticas;

c)      01 (uma) quadra de área para atividades proprioceptivas e jogos;

d)     01 (uma) sala para avaliação e atendimento individual;

·    Materiais:

a)      Recreação: bolas, petecas, rádio, CD’s etc.;

b)      Atividades cinesioterapêuticas: bolas de plástico, bolinha de tênis, bamboles, colchonetes, bastões, alteres, tera-band;

c)      Atendimento individual específico: todos os materiais utilizados para as atividades cinesioterapeutica incluindo – óleo para massagem, gelo, bolsa térmica, 1 ultra-som, 1 TENS, 1 FES, 1 infravermelho, 1 espaldar, 1 divã.

d)     Avaliação: estetoscópio, esfigmomanômetro, goniômetro, martelo.

 

·    Humanos:

a)      01 (uma) fisioterapeuta – (20 horas/semana);

b)      Auxilio da equipe de enfermagem.

 

9.2.1 CONTRATO TERAPEUTICO (Contato Inicial) – AVALIAÇÃO

 

          É o primeiro contato com o paciente, a fisioterapeuta apresenta-lhe ao setor de fisioterapia e também são explicados quais serão as atividades oferecidas pelo setor. O paciente é encaminhado à sala de atendimento individual, onde será feita sua avaliação.

          A avaliação é realizada pelo profissional de fisioterapia, com os pacientes admitidos na instituição, utilizando uma ficha de avaliação fisioterapeutica. (Anexo 1).

 

9.2.2 ATENDIMENTO INDIVIDUAL

 

          O atendimento individual é destinado aos pacientes que cuja doença mental é concomitante a uma deficiência mental, física ou sensitiva, necessitando assim de atenção especial e atendimento específico.

 

9.2.3 ATENDIMENTO GRUPAL

 

a)      Grupo de cinesioterapia

          Este trabalho é realizado por um profissional em fisioterapia, realizado com todos os pacientes do hospital psiquiátrico uma vez por semana com duração de uma hora. Os pacientes são submetidos pratica da cinesioterapia ventilatória, com o objetivo de prevenir e/ou recuperar as disfunções motoras, coordenação, ritmo, propriocepção, equilíbrio estático e dinâmico, mobilidade articular, relaxamento muscular, ganho de ADM, diminuição de edema, diminuição da ansiedade, diminuição da agressividade e bem estar psicológico que este proporciona.

 

b)      Grupo AVD e AVP

 

Esse grupo é de caráter informativo, porém, interativo.

Através da reunião geral com os pacientes, são informadas normas, rotinas, formas de tratamento oferecidas pelo Hospital, sendo que o paciente interage e opina. Também se trabalha informações básicas sobre saúde e questões de âmbito social.

As dinâmicas grupais são nossas metodologias de trabalho. O objetivo do grupo é além de promover o restabelecimento dos cuidados pessoais e da dignidade é estimular o paciente a participar de seu próprio tratamento, facilitando a integração hospital-paciente.

Esse grupo é desenvolvido pela Fisioterapeuta, a Terapeuta Ocupacional e enfermagem, com o auxílio das monitoras de T.O. e um auxiliar de enfermagem.

 

9.3 REGISTRO E EVOLUÇÃO DOS ATENDIMENTOS

 

A evolução dos atendimentos é feita semanalmente em prontuário único (exceto os atendimentos individuais, pois estes obtêm evolução particular), registrando a participação dos pacientes no programa terapêutico descrito anteriormente.

 

9.4 PROJETO TERAPEUTICO

 

a) Estimular o aspecto cognitivo e psicomotricidade;

b) Trabalhar coordenação motora grossa;

c) Estimular propriocepção;

d) Atividades para melhorar o bem estar físico do paciente, caminhadas, alongamentos;

e) Orientação, atendimento familiar, realizar evolução semanal;

f) Aplicar condutas fisioterapeuticas de acordo com o limite do paciente;

g) Fornecer relações interpessoais e grupais;

h) Estimular auto-estima e autoconfiança;

i) Diminuir agitação psicomotora;

j) Manter ou recuperar o equilíbrio estático e dinâmico;

l) Atividades para melhorar relações interpessoais e socialização;

m) Diminuir edema;

n) Devolver funcionalidade ao paciente;

o) Preparar e orientar para a alta hospitalar;

 

9.5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

    

1. Programa de interação Hospital-comunidade;

2.Grupo Operativo – Assembléias – Contrato Terapêutico;

3. Programas Educativos;

4. Atendimento Familiar;

5. Grupo de Estudo;

6. Discussão de Casos Clínicos;

7. Reunião com a Equipe Multidisciplinar.

                        No Programa da Equipe multidisciplinar vide maiores informações. 

 

9.6 CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

 

Horário

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

 

07:00 - 07:30

Preparo das atividades e condutas fisioterapeuticas

Preparo das atividades e condutas fisioterapeuticas

***

Preparo das atividades e condutas fisioterapeuticas

Preparo das atividades e condutas fisioterapeuticas

 
 
 

07:30 - 08:00

Grupo com dependentes químicos

Grupo com pacientes transtorno mental

Atendimento atividades cinesiotepeuticas

Atendimento Individual Específico

 

08:00 - 08:30

 

08:30 - 09:00

 

Atendimento Individual Específico

Atendimento Individual Específico

09:00 - 09:30

 

Atualização de arquivo e Registro de evoluções

09:30 - 10:00

 

10:00 - 10:30

 

10:30 - 11:00

 

13:30 - 14:00

***

***

Reunião com a família

***

***

 

14:00 - 14:30

 

14:30 - 15:00

 

15:00 - 16:00

Programa de interação Hospital-comunidade educativo

 
 

16:00 - 16:30

 

Reunião de equipe

16:30 - 17:00

 

17:00 - 17:30

 

17:30 - 18:00

 

Observação: horários sujeitos a alteração.

CAPÍTULO X - PROGRAMA DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 

                   Trata se do programa desenvolvido pela equipe multidisciplinar, em que são realizadas várias atividades descritas a seguir.

 

10.1. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO HOSPITAL-COMUNIDADE

 

Este Programa tem por objetivo a reintegração do paciente à sociedade, durante sua reabilitação. A equipe busca estabelecer com esse trabalho, o qual só é possível com a presença da equipe na comunidade, um vínculo de troca, solidariedade e reduzindo o preconceito em relação ao transtorno mental.

O programa consiste em:

1) Atividades internas:

Comemoração de aniversários, festas religiosas, datas comemorativas (dia das mães, pais, primavera, criança, páscoa, festa junina e natal), sessões de vídeo. Têm também a comemoração do aniversário de fundação do hospital, ocorrendo uma confraternização entre pacientes, funcionários e comunidade.

2)Atividades externas:

Realizadas com a participação ativa do paciente em atividade fora do hospital, como no desfile de comemoração do aniversário da cidade, na divulgação e exposição dos trabalhos realizados no hospital (Shopping Center, feira livre, Exposição Agropecuária).

Estes programas externos são desenvolvidos periodicamente.

Faz parte deste programa uma campanha de esclarecimento à comunidade, dos serviços prestados pelo hospital através de: folhetos informativos; matérias nos jornais locais e programas de rádio, complementando as atividades para redução do preconceito. Promovemos venda de camisetas ora com desenhos feitos pelos pacientes, ora com frases, cujos lucros serão revertidos em melhorias para o próprio hospital.

As atividades internas serão realizadas semanalmente e as externas eventualmente, de acordo com cronograma pré-determinado em mural, elaborado no início de cada ano. (vide modelo em anexo)

10.2. ATENDIMENTO FAMILIAR

1.      Grupo de Família – conta com a participação da equipe multidisciplinar, visando orientar, esclarecer e dar apoio às famílias em relação à doença e tratamento do paciente. Será realizado semanalmente em período pré-fixado no cronograma.

           

10.3. GRUPO OPERATIVO – ASSEMBLÉIAS – CONTRATO TERAPÊUTICO

 

10.3.1 ASSEMBLÉIA

 

            Assembléias ocorrem eventualmente com o objetivo de avaliação do funcionamento do serviço ou quando existe algum assunto importante de interesse coletivo, todas as pessoas envolvidas no trabalho - funcionários e pacientes. Todos tem oportunidade de fazer reclamações, dar sugestões, os funcionários podem falar sobre suas tarefas e pedir a colaboração dos pacientes.

 

10.3.2. GRUPO OPERATIVO

 

       Apesar do nome, não se prende exclusivamente as técnicas de grupo operativo preconizadas por Pichon Riviéri. Os aspectos relativos dos manejos técnicos descritos por ele são levados em conta nesse grupo.

       O objetivo é potencializar a ação do grupo em como realizar tarefas, ressocializar o paciente, dispor-se a resolver um trabalho comum, esforço consciente de ceder em fator do desenvolvimento do grupo, dispor-se a resolver conflitos e também aceitar aos outros e de aceitar a si mesmo.

 

10.3.3. CONTRATO TERAPÊUTICO

            Participam todos os membros da Equipe Multidisciplinar, cada membro terapêutico, apresenta seu programa terapêutico. O objetivo é mobilizar o paciente para as atividades do tratamento.

                                  

10.4. GRUPO EDUCATIVO

 

É feito semanalmente em período pré-fixado no cronograma.

Tem por objetivo dar informações e orientar os pacientes sobre diversos temas.

O trabalho consiste em palestras e discussões com pacientes.

É coordenado pela Equipe Multidisplinar.

 

10.5. PROGRAMA EDUCATIVO PARA ALCOOLISTAS

 

Tem por objetivo esclarecer aos pacientes sobre as conseqüências do uso abusivo e da dependência do álcool.

O programa consiste em palestras, discussão com os pacientes, fornecendo informações científicas atualizadas sobre os mesmos, é feito semanalmente, em período pré-fixado no cronograma.

 

A Associação Anti–Alcoólica, contribui para este programa, reunindo-se semanalmente com os pacientes internados, por um período de 2 (duas) horas, pré-fixado no cronograma, bem como, levando os pacientes mais interessados nas reuniões em sua sede.

 

10.6. PROGRAMA EDUCATIVO ANTITABAGISMO

 

Tem por objetivo esclarecer aos pacientes sobre as conseqüências do uso abusivo e dependência do cigarro, bem como diminuir ansiedade e reclamações dos pacientes pela abstinência do cigarro, em função de regulamento proibindo o uso do mesmo.

É feito sempre que evidenciado um número grande de pacientes ansiosos com abstinência.

O programa é dividido em etapas:

o   Palestra, fornecendo informações científicas atualizadas aos pacientes.

o   Concurso da melhor resposta à pergunta: “Porque controlar o uso do cigarro”.

Os pacientes escrevem suas respostas e participam do concurso.

Exposição das melhores respostas e votação da melhor resposta pelos próprios pacientes.

o  Premiação.

A frase escolhida ficará exposta em local visível no Hospital.

 

10.7. GRUPO DE ESTUDO

 

Este grupo é feito semanalmente, com uma hora de duração.

São estudados temas e técnicas gerais de Psiquiatria, visando o aprimoramento e atualização dos profissionais, em benefício dos pacientes.

É coordenado pela Equipe Multidisciplinar.

 

10.8. REUNIÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 

Estas reuniões visam:

o  A elaboração, discussão, implantação e manutenção dos cronogramas, programas e projetos terapêuticos da Equipe Multidisciplinar.  

o  A integração e a participação da Equipe Multidisciplinar através da reflexão e discussão de casos clínicos para melhor compreensão da psicopatologia, dos aspectos emocionais apresentados pelos pacientes e do processo dinâmico, objetivando manejo, orientação e estabelecimento de condutas comuns no lidar com o paciente no dia a dia.    

Este grupo será realizado semanalmente, com a equipe multidisciplinar, com uma hora de duração.

 

10.9. DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS

 

A Equipe Multidisciplinar, reuni semanalmente em horário pré-fixado no cronograma para discussão dos casos clínicos. Serão discutidos nestes casos: diagnóstico, prognóstico, a terapêutica empregada, a evolução dos casos, bem como os encaminhamentos a serem feitos na pós-alta.

ANEXO I

 

1. PROGRAMAS DE ATIVIDADES TERAPÊUTICAS – PSICOLOGIA E TERAPIA OCUPACIONAL

 

Trata-se de uma série de atividades iniciadas em 2006 desenvolvidas pelos estagiários de psicologia e coordenadas pelos setores de Psicologia e Terapia Ocupacional.

O objetivo é propor atividades terapêuticas alternativas às já existentes, para os pacientes, em que o discurso verbal não é privilegiado.

 

1.1. GRUPO BOM DIA

 

Este grupo marca o momento em que começam as atividades terapêuticas. Tem por objetivo informar às atividades que serão desenvolvidas ao longo do dia, encaminhando os pacientes que irão realizá-las, bem como verificar reclamações e solicitações dos mesmos. É desenvolvido diariamente no período da manhã.

 

1.2. JORNAL

 

Os pacientes reúnem-se com o objetivo de elaborar um jornal escrito. São abordados temas ligados à vivência de cada um, situações políticas, da atualidade. O jornal tem um significado de integrar, e a partir de uma publicação, tornar uma produção coletiva. O responsável (T.O.) organiza junto aos pacientes os aspectos específicos da confecção do jornal, diagramação, distribuição dos assuntos.

 

1.4. TEATRO

 

Uma das características dessa oficina é a forma como ela se estrutura. A proposta de trabalho da oficina é de organizar a partir de algum encontro uma apresentação de um teatro. Inicia-se com a escolha do tema e criação de uma história, criada a história realiza-se ensaios, e organizam-se apresentações com a confecção do cenário, preparo da sonoplastia, figurino e na data marcada, acontece a apresentação.

A proposta pode ser Teatro de Fantoches – em que são confeccionados os bonecos (tecidos, papel maché, sucata), de acordo com o desejo e a imaginação do paciente ou de acordo com o tema escolhido. Cada um escolhe o nome, a história e as características do seu fantoche. Após, pode-se criar uma historia que integre os diversos personagens, realiza-se alguns ensaios e na data marcada acontece à apresentação.

 

1.5. BRINCAR E CRIAR

 

Seu objetivo principal é desenvolver atividades lúdicas utilizando recursos como escrita, jogos, músicas, material de sucatas etc. Busca através de brincadeiras e de jogos um momento de descontração e diversão.

 

1.6. OFICINA DE ARTES

 

É uma oficina onde se desenvolvem trabalhos utilizando técnicas de pintura, modelagem, colagem.

O objetivo é proporcionar formas de expressão não verbais, cujo produto final seja um trabalho artístico. Acontece semanalmente caso o paciente esteja fazendo uma pintura em tela, poderá desenvolvê-lo diariamente, nos períodos da manhã e tarde, isso, por ser uma atividade que exige maior tempo é importante que o paciente inicie e termine.

 

1.7. OFICINA DO CORPO

 

A oficina utiliza recursos de expressão corporal, relaxamentos, etc.. Busca dar compreensão como a pessoa utiliza seu corpo para se expressar, e como o corpo reflete os sentimentos e vice-versa.

 

1.8. MÚSICA

 

Utiliza-se o recurso da música e da dança como forma de integração e expressão do grupo. As músicas são escolhidas previamente pelos pacientes ou sugeridas pelos coordenadores. O grupo canta e dança, e em um segundo momento, solicita-se que o paciente expresse o que aquela música pode ter significado para ele. Podem-se usar instrumentos musicais, alguns confeccionados com sucata pelos pacientes para que acompanhe uma música.

 

1.10. BIBLIOTECA

 

 Esta atividade acontece diariamente. Nela, o paciente tem acesso a vários livros, os quais podem retirar para lê-los e devolver posteriormente (em horário / dia pré determinado).

 

1.11. COMPUTAÇÃO

 

Nesta atividade, o paciente aprende noções básicas de computação – como manusear o computador e acessar a internet. Esta atividade acontece diariamente no período vespertino.

O computador também é utilizado para fazer pesquisas para as festividades.

  

CAPÍTULO XI - RELATÓRIO DA C.C.I.H.

 
Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”

Paranaíba – MS

 

11.1. INTRODUÇÃO

 

                        A C.C.I.H. do Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes” foi criada em 23/05/95 conforme ata de nomeação da diretoria, tendo alteração também registrada em ata do dia 04/05/2006 em decorrência de alterações de alguns profissionais do quadro de Recursos Humanos, sendo assim composta:

Þ    Dr. Alexandre de Souza Junior      -  Médico Psiquiatra

Þ    Wagner Alves de Oliveira              -  Faturista

Þ    Graziela Cristina Asma                   -  Enfermeira

Þ    Meire Fleury da Silva                     -  Farmacêutica

Caracterização do Hospital – O Hospital é especializado em Psiquiatria com capacidade de internação de 50 (cinqüenta) leitos, sendo 38 (trinta e oito) com o SUS.

                        Por ser um Hospital de pequeno porte, e especializado, os serviços da C.C.I.H. são voltados para ações de segurança simples e medidas eficazes para controle das Infecções Hospitalares.

 

11.2. DESENVOLVIMENTO

 

                        O Hospital Psiquiátrico “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes” de Paranaíba – MS, por ser de pequeno porte e especializado realizam as ações de Controle de Infecção Hospitalar de acordo com normas do Ministério da Saúde.

                        Durante a implantação da C.C.I.H., utiliza-se como parâmetro às recomendações oferecidas pelo Manual de Normas Técnicas em Controle de Infecção Hospitalar da Secretaria Estadual de Saúde.

                        Das medidas implantadas, as quais foram introduzidas na rotina do Hospital são:

                        1 – Procedimentos para desinfecção de ambiente: Terminal e Concorrente;

                        2 – Procedimentos para desinfecção de Materiais Médicos – Hospitalar e Instrumental Cirúrgico: não possuímos materiais destinados a estas ações porque realizamos somente os curativos simples;

                        3 – Procedimento para Esterilização de Materiais e Instrumentais: vale ressaltar que utilizamos apenas materiais para curativos que são esterilizados em estufa, porque não realizamos outros procedimentos no Hospital.

                        Adotamos o uso exclusivo de seringas e agulhas descartáveis.

            Possuímos uma sala exclusiva para desinfecção e esterilização de materiais.

           4 – Procedimentos para Lixo Hospitalar:

           Em relação aos Materiais Perfuro – Cortante são desprezados em recipientes próprios (Descartex), os quais são incinerados posteriormente no incinerador municipal.

           Os materiais de curativo considerados contaminados são desprezados em lixeira com pedal e acondicionadas em sacos plásticos, os quais são incinerados no incinerador municipal.

           Em relação a outros materiais: são desprezados em recipientes de lixo – próprio acondicionado em sacos plástico, os quais são recolhidos diariamente pela coleta pública.

           5 – Procedimentos para lavanderia Hospitalar: Conforme manual de normas e rotinas.

           No Hospital temos a lavanderia conforme normas para operacionalização com os seguintes equipamentos: lavadora, centrífuga, secadora e calandra, funcionando em local próprio. Os procedimentos são realizados conforme manual de normas da lavanderia

           6 – Normas para Soluções Anti-sépticas:

           Os curativos realizados são simples (escoriações, retiradas de pontos quando necessário e que o paciente seja admitido com tal procedimento) em decorrência da própria especialidade do Hospital.

           As soluções utilizadas e padronizadas pelo Hospital são: solução fisiológica, água oxigenada, povedine e álcool 70%.

 

11.3. PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS HOSPITALARES

 

11.3.1. CONTROLE DE INSETOS

 

            É realizada a cada 06 (seis) meses, interna e externamente por firma especializada existente no município (os laudos encontram-se no arquivo da administração).

            Além dessa opção, vale ressaltar que implantamos também, em 1.995, a ficha de Controle de Infecção Hospitalar, a qual está inserida na rotina e permanece nos prontuários do paciente, seguindo em anexo para o faturamento.

            Não realizamos o controle através da “varredura” ambiental e material em decorrência das dificuldades de laboratório de referência e meios de culturas específicas.

                       

11.4. CONCLUSÃO

           Como pode ser constatado, o Hospital realiza as ações de controle de infecção hospitalar dentro da necessidade e serviços realizados pelo mesmo.

           Durante o tempo em que a C.C.I.H. está funcionando, não foi constatada nenhuma ocorrência de infecção a que exija medidas urgentes e rigorosas de controle.

 

Voltar